Este é um tema sob o qual devemos reflectir. Actualmente, o nosso sistema social está fortemente marcado por necessidades, quase virais, como ter uma conta nas redes sociais, ter um smartphone, gostar de música comercial e sem valor melódico- literário, frequentar discotecas, entre outros.

Quem não faz parte deste grupo, estará sempre um pouco à parte, ou será constantemente interrogado sobre as suas escolhas pessoais, num misto de surpresa e estranheza e admiração. “Não tens Facebook??? Como é possível??! Como passas o tempo?”

E denoto este processo sobretudo nas crianças e adolescentes, pouco protegidos deste mundo.
No Facebook podemos ver de tudo; desde projectos de valor intelectual e artístico; como uma excelente ferramenta de divulgação; ou como uma forma de os mais tímidos demonstrarem os seus mais recônditos sentimentos e perspectivas. Noutras redes, como o Instagram, (publicações meramente fotográficas), constato uma necessidade tremenda de demonstrar tudo o que se faz. Fazem falta os diários com chave. Se calhar, a privacidade não importa mais.

Na área da Sociologia, há textos e textos sobre a “Mcdonalizacão” da sociedade, mas, agora, acho que o pensamento deve ser virado para as tecnologias e seus diferentes usos.

Por exemplo, com internet, temos um acesso imediato ao conhecimento e, por consequência, a tendência será perdermos os dicionários, os manuais e tudo passar a ser digital. Nas minhas aulas de universidade, são projectados vídeos provenientes do YouTube, e há, de facto, coisas muito interessantes.
Por outro lado, deixaremos de depender tanto dos patrocinadores para lançar os nossos projectos, como no caso deste jornal e de outros.

Agora, mais do que nunca, pede-se atenção extra aos educadores das novas gerações, porque, por vezes, deparo-me com comentários e perguntas dos mais jovens nas redes sociais que me fazem perguntar como serão essas crianças em casa, na escola, e na vida.

A evolução é fantástica, mas precisa de controlo e acompanhamento!

TR

Opinião Global**Por Tomás Rosa**23/03/2013 (de Vilnius – Lituânia)
tomas_rosa8@hotmail.com

**O autor tem livre escolha quanto ao uso ou não do novo acordo ortográfico.

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