Quantas e quantas voltas D. Afonso Henriques tem dado no caixão nos últimos 2/3 anos? Será que está arrependido de ter tido tanto trabalho a conquistar Portugal (e a brigar com a sua mãe) para nos ver assim, de pernas para o ar?

Por mais polémico, cansativo (e triste) que seja este Assunto Público, temos que falar dele abertamente, sem aspas.

Estamos no mesmo barco que os gregos, e há pelo menos uma coisa que nos une: uma grande e magnífica História.

Bom, mas como o Homem não pode viver do passado, há que agir e bater o pé. Bater o pé por quê? Pelas nossas vidas. Tem sido, pois, este o tema das nossas manifestações, desorganizadas e a lembrar o 25 de Abril (pelos cânticos e pelo descontrolo).

Se há alguém que se está a lixar para a Troika são os gregos. Com o orgulho ferido, do qual a crosta fora arrancada vezes sem conta, o Povo grego impõe-se, luta, barafusta, sai de casa e grita até ficar sem voz, range os dentes, informa-se e tenta dar um rumo ao seu país. Faz-se sentir. Mostra que a soberania está precisamente no Povo! O Povo, enquanto soberano, não pode assinar a sua sentença (o memorando) sem utilizar todos os meios e fins para salvar a Nação, já que os políticos estão mais preocupados com a combinação da gravata “X” com a camisa “Y”.

Nós, por cá, temos uma atitude passiva, de quem não está para a rebelião; de quem não está para aqui virado, mas fala, fala, fala. Lamentamo-nos pelas ruas (da amargura); de quando em vez saímos à rua e atiramos nos polícias, queimamos, arrancamos pedras da calçada… e vamos para casa jantar que amanhã é dia de acordar cedo.

Cedemos à Troika como animais domesticados, acorrentados a um Primeiro-Ministro que está hipnotizado pela austeridade e nos levará atrás, se nada fizermos.

Se queremos futuro para os nossos, vamos mostrar que existimos, trabalhando mais e melhor, aumentando a capacidade de superação face às dificuldades (que são mais que muitas), percebendo o estado crítico do país.

Todos unidos e organizados venceremos para que, finalmente, a nossa bandeira volte a erguer-se com toda a força do vermelho e toda a esperança do verde. Viva Portugal!

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