Três dezenas de técnicos de desminagem angolanos terminaram hoje em Luanda uma ação de formação que teve um financiamento de 20 milhões de euros do Fundo Europeu de Desenvolvimento.

A ação de formação, que teve a duração de quatro dias, foi dirigida a técnicos da Comissão Nacional Intersetorial de Desminagem e Assistência Humanitária (CNIDAH) nas vertentes de desminagem, educação sobre o risco de minas e assistência às vítimas.

Em declarações à agência Lusa, o responsável do departamento de análise e informação da CNIDAH, Manuel Buta, disse que a primeira fase de formação beneficiou técnicos das províncias do Cuando Cubango, Cuanza Sul, Cuanza Norte, Moxico, Bié e Malanje.

Como o problema das minas afeta todo o território angolano, a formação será extensível a todo o país, estando já agendada para a próxima semana o início da formação na província de Cabinda, seguindo-se as províncias do Huambo e Bengo.

Manuel Buta disse ainda que as atividades de desminagem decorrem a bom ritmo em todo o país, salientando que um relatório sobre a situação em 2012 está a ser finalizado para a sua apresentação no decorrer deste mês.

Relativamente aos acidentes com minas em 2012, o responsável do CNIDAH disse que foram registados algumas dezenas, frisando que houve uma redução comparativamente ao ano anterior.

Na semana passada, a explosão de uma mina antipessoal deixou mutilado um homem no município do Cuchi, província do Cuando Cubango, quando se encontrava a caçar, noticiou a agência noticiosa angolana Angop.

Em janeiro deste ano, a Angop, citando um oficial de ligação da CNIDAH no Cunene, noticiou que seis pessoas morreram e nove ficaram feridas como consequência de quatro acidentes com minas, registados em 2012 naquela província, no sul de Angola.

Segundo anunciou o vice-governador da província do Bié, Andrade Adolfo, de janeiro a outubro de 2012, sete pessoas morreram e uma ficou ferida naquela região centro de Angola.

Dados divulgados pela Comissão Executiva de Desminagem em 2011 davam conta da morte de 34 pessoas e ferimento de 43 outras, e a deteção, neutralização, remoção e destruição de cerca de 440.000 minas antipessoais e 24.000 antitanque.

Angola, que é Estado parte da Convenção de Otava, que ratificou em 2002, solicitou em dezembro de 2012 uma moratória de cinco anos para a continuação das suas operações de desminagem e segurança das zonas minadas.

O pedido de prorrogação foi aceite, devendo Angola até janeiro de 2018 identificar áreas suspeitas de conter minas antipessoal e proceder à sua destruição.

NOTICIA AGÊNCIA LUSA
FOTO:ANTÓNIO SILVA/LUSA
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