Há muito tempo já que não se ouvia falar da ASAE, o que era bom sinal. É que esta entidade fiscalizadora do ramo alimentar, quando é notícia, é-o quase sempre pelas piores razoes. Sejam as bolas de Berlim ou os chouriços caseiros, a verdade é que, numa altura de crise como a que atravessamos, se fosse deixada ao seu livre arbítrio, em pouco tempo este nosso querido País estaria condenado à maior miséria. Se não, vejamos.

Aconteceu agora na Estrada 125, no Algarve, perto de Albufeira, zona ao longo da qual era sempre visível a presença de pequenos agricultores que vendiam os mais variados produtos das suas colheitas hortícolas. Bem, isso acabou! Fiquei chocado ao ouvir na TV as declarações de um desses homens, que acaba de ser vítima dos excessos da ASAE. Disse ele que tentou obter na CMA uma licença para poder expor e comercializar os artigos que produz na horta defronte da qual, junto à estrada, vendia. Foi-lhe dito que não sabiam quem teria que emitir tal licença, se a própria Câmara ou a Junta Autónoma das Estradas. Uma senhora, em igual situação, disse desconhecer que teria que ter licença para comercializar os produtos hortícolas da sua horta.

A verdade é que foram apreendidos a todos os que vendiam na Estrada 125, cerca de uma tonelada de produtos, que agora serão distribuídos por associações de beneficência.

Parece-nos absolutamente exagerado este tipo de comportamento por parte de uma entidade que tem prestado inestimáveis serviços na salvaguarda da saúde pública, mas tem pecado num ou noutro caso, por excesso de zelo.

Será assim que se ajuda o pequeno agricultor? E também aqueles que, em período de grande contenção de despesas, poderiam obter aqueles artigos a preços abaixo do que se pratica nas grandes superfícies? Lembro-me do tempo em que se obrigava a ter licença de isqueiro, para proteção da indústria fosforeira! Será que agora se pretende fazer o mesmo relativamente às grandes superfícies comerciais?

Formulamos votos para que o bom senso prevaleça e se evitem, de futuro, excessos como os que acabo de ter conhecimento e que em nada, mas nada mesmo, ajudam a nossa tao degradada economia!

DG

Opinião Global**Por Dominick George**12/02/2013
dominick.george@ipressglobal.com |

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