foto: prachatai / Flickr  //

Uma alta diplomata da Coreia do Norte afirmou hoje que o seu país poderia dialogar com os Estados Unidos “sob as condições apropriadas”, depois do presidente americano, Donald Trump, ter expressado a sua vontade de se reunir com o líder norte-coreano Kim Jong-un.

 Choe Son-hui, diretora-geral do departamento para a América do Norte do Ministério dos Negócios Estrangeiros norte-coreano, fez estas declarações durante a sua passagem por Pequim, na China, depois de se reunir com uma delegação americana em Oslo, Noruega, no início da semana, informaram fontes diplomáticas à agência sul-coreana Yonhap.

Choe encabeçou a missão norte-coreana que se reuniu com um grupo de especialistas americanos, entre eles Suzanne DiMaggio, diretora do centro de estudos New America, Thomas Pickering, antigo enviado dos EUA para as Nações Unidas, e Robert Einhorn, ex-assessor especial sobre desnuclearização do Departamento de Estado.

“Encontrei-me com Pickering e voltaremos a falar quando tivermos uma oportunidade no futuro”, disse Choe, ao ser perguntada sobre o encontro pelos jornalistas no Aeroporto Internacional de Pequim.

A reunião aconteceu depois da recente escalada da tensão na península coreana, por conta dos repetidos testes de armas de Pyongyang e a dura reação dos EUA, que levantaram a possibilidade de realizar ataques preventivos.

Já a administração americana, por sua vez, diminuiu a importância do encontro na capital norueguesa, classificando-o como “reunião rotineira que aconteceu de forma independente do Governo dos EUA”, disse um porta-voz do Departamento de Estado.

No início do mês, Donald Trump afirmou numa entrevista à “Bloomberg” que estava disposto a reunir-se com o líder norte-coreano “sob as circunstâncias adequadas”.

// EFE

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