Erica Fontes em entrevista ao Jornal de Notícias: É lisboeta, tem 21 anos, é atriz de filmes pornográficos e foi recentemente considerada “Melhor atriz estrangeira” nos norte-americanos prémios XBIZ, uma espécie de Oscars do cinema para adultos.

Considera-se uma mulher feliz e no seu currículo consta a participação em mais de 100 filmes. O único senão que aponta são alguns tabus que ainda pairam em Portugal sobre o universo que decidiu abraçar aos 18 anos, com o marido, o ator porno Ângelo Ferro. Erica Fontes vai ser a estrela do ErosPorto deste ano, que arranca no próximo dia 7, na Exponor, em Matosinhos.

Como é que entrou no mundo do cinema pornográfico?

Tudo começou por mera curiosidade. Entrar propriamente neste mundo foi aos 18 anos, quando fiz o meu primeiro filme. Mas confesso que a pornografia sempre me interessou, só que o interesse, o gosto por esta atividade foi aumentando.

O que sente quando aceita um papel para mais um filme?

Fico contente por ser convidada e, depois, tenho que estudar a personagem. É um trabalho como outro qualquer, só que, aqui, é exigido o maior profissionalismo.

Estuda, portanto, o papel que lhe foi atribuído?

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Sim, claro, estou envolvida numa indústria que exige muito empenho e muita dedicação. Neste género de filmes, para adultos, há, logicamente, um guião e os atores têm, tal como nos outros géneros de filmes, de cumprir os papéis.

Acha, então, que a sua entrega, o seu profissionalismo estão na base do “segredo” para o êxito que tem alcançado a nível internacional?

 

Sim, julgo que sim. Neste momento, trabalho em estúdios fortes, grandes, na Europa, nos Estados Unidos… São obrigatórias uma qualidade e uma entrega incríveis.

E em Portugal, também trabalha?

Sim, trabalho cá, mas Portugal ainda é um bebé neste tipo de indústria, se comparado com Los Angeles, onde há, de facto, uma grande indústria de filmes para adultos. Aliás, em Portugal, só há dois atores profissionais deste género de filmes.

Mas não dá para viver desse trabalho em Portugal?

Não, como disse, o país ainda é um bebé nessa área. Temos que apostar no mercado internacional, que é o que eu e o meu marido temos feito.

A sua aposta é, então, o estrangeiro?

É claro. O meu grande objetivo era sair de Portugal e começar a ir para outros países. Quis ser uma atriz internacional e ser bastante conhecida lá fora.

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O prémio que recebeu, e que muitos consideram ser o Oscar do cinema pornográfico, é o reconhecimento internacional pelo seu trabalho…

Fiquei muito feliz porque, na verdade, o prémio surge como o reconhecimento de todo um trabalho e empenho no que faço. Ser reconhecida internacionalmente era uma meta. Felizmente, acabo de a conquistar.

Já não é a primeira vez que participa em salões eróticos em Portugal. Por que é que o faz?

Porque este tipo de ações contribui para o desaparecimento de tabus e acho muito importante que assim seja. Acho que é graças aos salões eróticos que os portugueses vão perdendo a vergonha nos temas ligados ao sexo. E a verdade é que cada vez há mais pessoas a visitar e a participar nesses eventos.

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