Milhares de portugueses, descontentes com as medidas de austeridade impostas pelo governo, prometem voltar a encher hoje as ruas do país.

A manifestação está a ser convocada através das redes sociais, à semelhança do que aconteceu com as últimas grandes manifestações: a de 15 de Setembro de 2012 e a de 12 de Março de 2011 que ajudou a derrubar o anterior governo. No Facebook, são vários os protestos convocados e as palavras de descontentamento multiplicam-se.

No blog Que Se Lixe a Troika, reúnem-se depoimentos e apelos à participação na manifestação, como por exemplo este de José João Louro:

“Não é tempo para recriminações. Muitos deixaram-se enganar. Agora é um tempo de mobilização contra a apatia e contra a aceitação do sofrimento colectivo. É um tempo de abandonar as televisões e as telenovelas e ir para a rua protestar. É um tempo de participar em todas as manifestações de protesto, sejam convocadas pelos sindicatos ou por pessoas anónimas. Não é tempo de ver quem está ou quem não está, é tempo de estarmos todos.”

Ao contrário do que aconteceu nas anteriores manifestações, a CGTP pela voz do seu líder, Arménio Carlos, afirmou que os membros da central sindical estarão na rua “com a população para exigir outra política e uma mudança de governo” como se pode ver neste vídeo, disponibilizado pelos responsáveis do blog Aventar. Um momento histórico, visto que não há memória de a CGTP ter participado oficialmente numa manifestação não organizada por si ou por algum dos sindicatos afiliados.

Políticos perseguidos com cânticos

Apesar da pouca atenção dada pela comunicação social, a manifestação tem vindo a ganhar relevo no espaço público graças a uma série de acções que têm tentado impedir os ministros de falarem em algumas das suas aparições públicas.

Para isso, os manifestantes têm recorrido a uma canção histórica, composta e cantada por Zeca Afonso, que foi utilizada como segunda senha, pelo movimento revolucionário que derrubou a ditadura na noite de 25 de Abril de 1974 e que se tornou um símbolo da revolução e da vitória da democracia em Portugal: Grândola Vila Morena.

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