O ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Elías Jaua, disse que não se pode negar que o presidente do país, Hugo Chávez, está a enfrentar uma situação “complexa e difícil”, mas afirmou que o líder está a lidar “com entusiasmo”  esta batalha pela vida em Cuba.

“Não podemos negar, como o dizia o vice-presidente Nicolás Maduro, que estamos perante uma doença complexa, cujo tratamento é duro”, reconheceu Jaua em uma entrevista ao ex-vice-presidente e jornalista José Vicente Rangel exibida neste domingo pela rede de TV Televen.

 Chávez está há mais de dois meses internado em Havana, onde no dia 11 de dezembro do ano passado passou por sua quarta cirurgia para combater um câncer na região pélvica, cujo tipo ou diagnóstico não se conhece, e que lhe foi detectado em junho de 2011.

Depois de 68 dias sem ter sido visto ou ouvido, Chávez teve imagens divulgadas pelo governo venezuelano na última sexta-feira, nas quais aparece junto de duas de suas filhas deitado  numa cama a sorrir enquanto segurava a edição do jornal cubano Granma do dia 14 de fevereiro.

“A direita questiona porque, às vezes, expressamos situações que são reais”, disse Jaua ao reiterar que nas suas duas anteriores visitas à ilha, a última delas no dia 6 deste mês, viu um Chávez “com bom humor”. “Agora, ele é um paciente que está enfrentando uma batalha e que tem momentos difíceis, complexos”, admitiu.

Ao ler um comunicado, o ministro de Comunicação da Venezuela, Ernesto Villegas, afirmou na sexta-feira que Chávez está ainda afetado por uma insuficiência respiratória que o obriga a respirar com a ajuda de uma cânula traqueal, o que “lhe dificulta temporariamente a fala”.

“Todos temos que entender que Hugo Chávez é um ser humano e que está a lidar com uma batalha, fazendo-o com entusiasmo”, ressaltou o ministro das Relações Exteriores ao insistir que, frente aos membros do governo que o visitaram, sempre teve expressões de “coragem e de esperança”. “É um Chávez lutando pela vida, com vontade de combater, com vontade de vencer”, resumiu.

Chávez, de 58 anos e que está desde 1999 no poder, ganhou no dia 7 de outubro do ano passado sua terceira reeleição, para governar o país até 2019. Porém, devido à doença, ainda não pôde tomar posse do seu quarto mandato.

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