Para que os leitores não fiquem a pensar que vai haver um encontro entre as seleções de Portugal e do Reino Unido, apresso-me a informá-los de que não é disso que se trata. A crónica de hoje resulta de uma notícia emanada do jornal Público, segundo a qual Chris Huhne, antigo ministro da Energia e das Alterações Climáticas no governo de David Cameron, foi apanhado em excesso de velocidade. Conduzia então um BMW, na M11, auto-estrada que liga o aeroporto de Stansted a Londres. Pediu a demissão em Fevereiro do ano transato, quando foi acusado por aquela infração e de ter mentido às autoridades.

É que este cidadão, para evitar polémica enquanto ministro, fez a mulher, Vicky Pryce, uma ilustre economista, aceitar ser ela quem conduzia a viatura na altura da infração. O que se passou entretanto foi que o marido, que assumiu ter um affair com uma empregada, pediu o divórcio. A ex-mulher, retaliando, contou essa estória da assunção de infração que não tinha cometido aos jornais, assim reabrindo o caso, que culminou com a condenação do ex-ministro a 8 meses de prisão efetiva.

O pior é que a ex-mulher foi igualmente condenada a esta pena, por ter ocultado à Justiça a verdade dos fatos. Ao ser confrontado pelos media sobre a pena aplicada ao seu antigo ministro, David Cameron disse: “este caso serve para lembrar que ninguém, por maior responsabilidade e poder que tenha, está fora do sistema judicial”.

Isto trás à colação o que se passa, em matérias análogas ou mesmo de muito maior gravidade, em Portugal. Ao ter assistido recentemente a um debate no anfiteatro do Diário de Notícias sobre a pedofilia na Casa Pia, e ao ouvir mencionar nomes de enorme ressonância em Portugal (Jaime Gama, Paulo Pedroso, Marcelo Rebelo de Sousa, Herman José, Bagão Félix e mesmo Jorge Sampaio), entre muitos outros, não pude deixar de pensar que assim, com esta (in)justiça, não há democracia que sobreviva!

Claro que não poderei esquecer os Isaltinos, os Limas, mais os que se encontram em Cabo Verde, Paris, Angola e mais ou menos espalhados pela Diáspora…

Poderia acrescentar igualmente os senhores do clero português, mencionados pela Drª. Catalina Pestana, mas para quê? Eles têm que chegue com as lutas lá para as bandas do Vaticano, que há muito deveria ter sido banido como Estado que verdadeiramente não é! E que vivam para sempre com o fumo negro que neste momento dali emana, em tudo semelhante ao que de Fátima se eleva para o ar no quotidiano! luso-americano.

quarta por DG

4ª Feira**Por Dominick George**13/03/2013
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