A Associação Nacional de Professores Contratados (ANPC) reclamou hoje a abertura de pelo menos 10.000 vagas nos quadros do Ministério da Educação, argumentando que só assim se aliviará a “grave situação de precariedade de longa duração” na profissão.

Em comunicado, a ANPC revelou ter hoje recorrido à Comissão Europeia, enviando dados sobre os professores em situação precária, uma vez que, segundo dados recolhidos pela associação nos mapas do Ministério, há 37.565 professores a contrato há mais de quatro anos e 11.526 há mais de dez.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da ANPC, César Paulo, afirmou que a “a Comissão Europeia não faz a mínima ideia” da gravidade da situação em Portugal e que o Governo português não pode ir “apresentar a bandeira do combate à precariedade”, com o concurso extraordinário de vinculação que pretende lançar.

César Paulo lamentou que a tutela ainda não tenha respondido “qual vai ser a lógica” dessa vinculação extraordinária, nem quantas vagas poderão ser preenchidas.

Miguel A.Lopes/LUSA
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