4ª Feira**Por Dominick George**21/11/2012
| dominick.george@ipressglobal.com |

Esta semana, ao inaugurar este novo espaço à quarta-feira, trago, para reflexão, dois temas: os pais que fumam com os filhos por perto, seja em casa ou, pior ainda, nos automóveis e a situação nas urgências hospitalares, com pagamento de taxas moderadoras, cujo critério de aplicação parece ter sido importado, em minha opinião, de um país do Terceiro Mundo!

Começando por este tema, pasmem os prezados leitores, que a uma senhora idosa que tinha sido roubada e agredida, apresentando ferimentos que a forçaram a recorrer ao Serviço de Urgência do Hospital, lhe iria ser exigido o pagamento de 108 € se tivesse referido que os ferimentos tinham tido origem no assalto de que acabara de ser vítima.

Para evitar pagar tão elevada quantia, o filho declarou que a mãe tinha caído, em resultado do que se feriu com aquela gravidade.Então a taxa foi a normal, substancialmente mais reduzida! O critério que leva como que a “punir” um cidadão que é vítima de um gatuno, é o diametralmente oposto ao que deveria ser, já que o Estado tem por obrigação garantir a segurança de todos os seus cidadãos, coisa que, como bem sabemos, não acontece.Ora, assim sendo, quem deveria ser castigado num caso como o descrito, deveria ser o próprio Estado. Daí que o filho deveria ter contado a verdade e, não só deveria a senhora ter tido tratamento gratuito, mas porventura ser ressarcida dos prejuízos sofridos. Será utópico pensar que um dia isto poderá acontecer?

Quanto às crianças vítimas da inconsciência dos pais, bem aí a análise da situação levar-nos-ia muito longe, começando desde logo pelo mal que o fumo do tabaco causa naqueles que, diretamente, o inalam. Por isso, fumar num recinto fechado onde se encontram os filhos inocentes que, embora indiretamente, respiram o mesmo ar viciado, revela um total desprezo pelo bem-estar das crianças, digno de todo o repúdio por parte de todos nós. Assim como se castigam os que, negligentemente, causam danos a terceiros, deveria haver legislação adequada a este tipo de casos

Gostaria que as opiniões deste cidadão humilde suscitassem reações dos amáveis leitores, para que de um confronto de ideias, possa surgir algo de frutífero, em prol da Sociedade!

Até para a próxima semana!

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