A procuradora norte-americana encarregue da acusação a Renato Seabra pelo homicídio de Carlos Castro em Nova Iorque defendeu hoje, perante os jurados do caso, que o jovem matou “por raiva” e que “pensou claramente” a fuga.

Na sua alegação final, que foi interrompida ao fim de uma hora e será retomada na quinta-feira, a procuradora Maxine Rosenthal disse ser “fabricada e ridícula” a tese da defesa de que Seabra estivesse em delírio durante o crime, contrapondo que existe um motivo para o crime que “não podia ser mais claro”.

“Porque matou Carlos Castro? Porque o dinheiro, as prendas, as viagens, a cultura, a fama, estava tudo a desaparecer num instante”, defendeu Rosenthal.

“O motivo foi raiva, frustração, vergonha de ir para casa e ter de ir para casa enfrentar amigos e família”, depois de ter mantido uma relação homossexual com a vítima, que o rejeitou antes do crime, disse.

Por sua vez, o advogado de defesa David Touger, na sua alegação final, reconheceu que “é difícil” os jurados chegarem a um veredicto de que Seabra não é responsável pela morte de Castro devido a problemas metais, mas procurou tranquilizá-los quanto às consequências.

“Determinando que não é responsável por razão de doença ou insuficiência mental não estão a deixar Renato sair em liberdade de qualquer forma, não estão a pô-lo na rua e provavelmente será institucionalizado para o resto da vida”, disse Touger.

“O que estão a dizer com esse veredicto é que Renato era um jovem muito doente quando cometeu estes atos hediondos. Como as sociedades civilizadas compreenderam há séculos, uma pessoa que sofre de doença mental ou psicose que as força a fazer coisas que nunca pensariam em fazer não merece ser tratada da mesma maneira que alguém que intencionalmente decidiu matar alguém”, adiantou.

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