foto : g-rtm / Flickr

A SAD do Benfica foi constituída arguida no âmbito do processo e-Toupeira, tendo Domingos Soares Oliveira e Nuno Gaioso Ribeiro, dois administradores do clube da Luz, sido ouvidos esta segunda-feira no Ministério Público. É já arguido no mesmo processo, há alguns meses, o assessor jurídico Paulo Gonçalves.

A Procuradoria Geral da República confirmou à Lusa ter constituído a SAD do Benfica como arguida no processo ‘e-toupeira’.

O processo investiga a alegada utilização de credenciais informáticas de acesso à plataforma Citius para aceder a informação de processos judiciais que envolvessem o clube encarnado. Em causa estão crimes de violação do segredo de justiça, burla informática, corrupção e peculato, entre outros.

“Ao abrigo do disposto no art.º 86.º, n.º 13, al. b) do Código de Processo Penal, confirma-se a constituição como arguida, no âmbito do designado processo ‘e-toupeira’, da SAD do Benfica”, pode ler-se na nota enviada pela PGR.

Entretanto, o Benfica já reagiu em comunicado, tendo avançado que a decisão da PGR em declarar a SAD arguida é “ilegal e inconstitucional“.

O inquérito, dirigido pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa, tem por objeto factos suscetíveis de integrarem crimes de corrupção, peculato, violação do segredo de justiça, favorecimento pessoal, falsidade informática, acesso ilegítimo e burla informática.

Entre os arguidos cuja identidade é conhecida constam o assessor jurídico do Benfica, Paulo Gonçalves, três funcionários judiciais e o agente de futebolistas Óscar Cruz, aos quais se junta esta segunda-feira a SAD do Benfica.

Após um primeiro interrogatório judicial, a juíza de Instrução Criminal decidiu aplicar a medida de coação de prisão preventiva ao técnico de informática do Instituto de Gestão Financeira e Equipamento da Justiça (IGFEJ) e a proibição de contacto com os restantes arguidos a Paulo Gonçalves.

ZAP // Lusa

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