Numa altura em que o País está ciente que toda esta tomada de posse do novo Governo mais não é que uma encenação, a ilusão que estas eleições legislativas resolveram alguma coisa, ou pelo menos que nos deram uma governação estável para os próximos quatro anos, continua a manter o Portugal num aparente embuste.

Pedro Passos Coelho formou Governo, com o elenco ministerial possível e criou mais um ministério, o da Cultura, Cidadania e Igualdade. Que ninguém sabe muito bem o que é, nem se percebe qual o objetivo. Tentativa mal-amanhada de aproximação ao PS, mas notoriamente pouco séria. Vai ainda incluir no seu Programa de Governo, algumas das cedências feitas ao PS para um possível acordo.

Tudo isto para mostrar ao País que tudo estão a fazer para governar e com proximidade ao PS, ou seja, o que realmente sucede é que Passos Coelho, sabendo que tudo isto é a prazo, investe no embuste criado, fazendo o seu papel. Está em plena campanha eleitoral, nós fizemos tudo o que nos era devido mas o PS teimou em fazer cair o Governo e arrastou Portugal para uma situação de instabilidade, esta é a mensagem.

A coligação está já a preparar o que irá usar na próxima campanha eleitoral, se houver eleições daqui a alguns meses será esta a mensagem usada por Pedro Passos Coelho e Paulo Portas. Eles fizeram tudo para um entendimento e cumpriram o seu papel na preparação de um Governo apto mas, o PS preferiu arrastar o país para a dissolução.

Passos Coelho está, no seu papel, a construir um Governo que não existe e um Programa de Governo que ele sabe que nunca será posto em prática, está portanto a cumprir a sua estratégia de oposição perante um futuro Governo de esquerda.

É uma estratégia como qualquer outra, aguardemos pelo desfecho.

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