Arranjar maneira de controlar os “off-shores” já tem sido debatido inúmeras vezes, mas pouco ou nada se tem feito. Possivelmente porque, quem toma decisões também é favorecido pelos mesmos. Muitos governos beneficiam destes paraísos fiscais para esconder financiamentos secretos seja através de guerras e conflitos ou até mesmo do tráfico de armas.

De facto os “off-shores” são legais e o uso que deles se faz não é necessariamente ilícito ou criminoso. Consideramos certamente que é errada a tentativa de fuga ao fisco, uma vez que os esquemas e lavagens logram o Estado que está a perder dinheiro, que faz falta às funções sociais, mas não é ilegal, será de alguma forma imoral, mas pode ser feita dentro da lei. Outra questão é saber qual é a proveniência desse dinheiro e o motivo da sua utilização. A sua origem pode ir desde os milhões ganhos por futebolistas ou realizadores até às fortunas conseguidas por tráfico de droga ou de pessoas.

A possível solução para esta questão terá de ser global, as autoridades de todos os países em investigações fiscais ou criminais terão de fornecer os dados sobre os seus depositantes. Não se pode continuar a manter o secretismo que permite que detentores de patrimónios acumulados de forma ilícita ou criminosa continuem impunes.

A divulgação dos Panama Papers serviu agora para abalar esse conforto em que muitos se sentiam, esperemos que algo mais aconteça.

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