Brevemente entrará em vigor em Espanha uma lei que manda calar tudo e todos, em defesa da Coroa e do Governo. 

 

A pouco e pouco, vamos sendo surpreendidos, não só pelo terrorismo, mas também por aqueles que dizem combater o terrorismo. A Lei da Mordaça criada pelo governo de Mariano Rajoy, é caracterizada por muitos como uma lei bárbara e repressora, atentando ao direito de liberdade de reunião pacifica, nada mais nada menos que impedir manifestações.

As manifestações ou reuniões não comunicadas ou proibidas em instalações que prestam serviços básicos à comunidade, serão sancionadas com multas de 30 mil a 60 mil euros, estando também vedada a realização de assembleias em espaços públicos, podendo estar em causa uma penalização que vai dos 100 aos 600 euros. Também gravar agentes policiais e difundir essas mesmas imagens darão lugar a uma coima que pode chegar aos 30 mil euros.

Mas não só, a lei refere ainda que “as denúncias, atestados ou atas formuladas por agentes da autoridade em exercício das suas funções que tenham presenciado os factos […], constituirão base suficiente para adotar a resolução que proceda, salvo prova em contrário”, ou seja, quando um cidadão for acusado por um policia de ter cometido um crime ou de por exemplo desacatá-lo, terá de provar não ter cometido a infração, revertendo o ónus da prova.

Também as redes sociais estarão sobre vigia, e quem tentar invadir computadores e redes de segurança do governo ou criticar abertamente o Rei e a família real, será enquadrado na categoria de terrorismo cibernético.

A mesma lei diz mesmo que no toca à tentativa de entrada de imigrantes sem documentação nos enclaves de Ceuta e Melilla(rodeados pelo Marrocos), que os mesmos poderão ser “rechaçados” a fim de impedir a sua entrada em Espanha, deixando muitas duvidas na forma como pretendem repelir os imigrantes.

Com tudo isto, apenas resta dizer: Espanhóis sofrem na pele repressão politica do século XXI.

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