Foto: Mike Licht / Flickr

Donald Trump esteve igual a si próprio nas duas primeiras incursões de política externa, realizadas no âmbito das reuniões do G7 e da NATO. Seja por crença ou apenas teimosia, o que é certo é o facto de Trump não conseguir ter um comprometimento com os seus parceiros europeus, o que mais cedo ou mais tarde se irá traduzir num grau de tolerância zero para com os EUA.

Não é novidade o que Trump pensa sobre as alterações climáticas, ou sobre as suas parcerias da NATO, estes temas já tinham sido abordados durante a sua campanha e ele nunca escondeu a opinião que tinha sobre o assunto. Considera o aquecimento global uma patranha criada pela China para afrouxar a industria norte-americana e constata-se a sua coerência ideológica na conivência dos interesses para com os seus financiadores da indústria petrolífera.

Não é prioridade para os EUA travar a corrida armamentista, ou controlar as alterações climáticas, pois o que interessa é manter os níveis de competitividade da indústria Norte-Americana.

É verdade que os EUA nunca cumpriram com as metas acordadas nas ditas conferências quanto às emissões de gazes, mas a sua postura nunca foi de negação das mesmas para a influência ambiental e, é esta atitude que muda tudo. Trump recusa qualquer tipo de diálogo sobre o tema, arrogantemente, ele não esconde que a sua “cruzada” será feita de forma independente, sem qualquer tipo de compromisso em conjunto com os parceiros externos. Tudo em nome da supremacia americana.

Donald Trump parece não saber que sem política externa não se faz política interna e, será essa falta de visão global que irá ditar o seu fim.

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