A Espanha tem estado nas últimas semana à beira de um colapso. O problema político que ensombra Espanha, passa por uma questão jurídica pois perante a Constituição espanhola o Executivo da Catalunha não tem capacidade jurídica, nem política para convocar referendos à margem da Constituição, em tudo o resto a Catalunha, dispõe dos mais amplos poderes descentralizados, com representantes nos órgãos estatais e no Parlamento Europeu. Claro está que não lhe chega, a Catalunha quer a independência e precisa de a referendar e é aqui que reside o confronto com o Governo central espanhol que não demonstra vontade politica em ceder na realização desse referendo.

Perante este impasse está a assistir-se ao caos com repressões e prisões, no intuito de conter as inúmeras manifestações que se sucedem na Catalunha, evidenciando uma espiral de violência em crescendo.

As revoltas pela independência da Catalunha confundem-se com a História de Portugal, em 1640, ano da independência de Espanha, esta aconteceu porque os espanhóis estavam ocupados com uma revolta provocada pela Catalunha, já nessa altura na procura da Independência. Não tiveram a mesma sorte que nós e permaneceram subjugados a Madrid.

Hoje como no passado, a História repete-se, continuam a existir as mesmas facções separatistas em Espanha. Rajoi não permite o referendo e os catalães insistem em querer ver a sua vontade reconhecida.

Esperemos que hoje a situação seja diferente em relação ao passado histórico e que haja vontade política, para resolver este conflito por via democrática.

Não é o primeiro referendo sobre este tema que se realiza na Europa sem representar uma catástrofe e, será melhor do que uma qualquer separação unilateral que isso sim iria pôr em causa a estabilidade e o equilíbrio não só espanhol mas também europeu.

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