Um estudo genético aos indígenas australianos concluiu que este grupo constitui a civilização mais antiga da Terra, com mais de 50 mil anos.

Vários estudos sugeriam que houve duas migrações humanas modernas vindas de África – a primeira deu origem aos aborígenes e a segunda levou humanos para a Europa e para a Ásia.

No entanto, segundo o estudo recentemente publicado na Nature, só uma única população humana terá saído de África, há cerca de 72 mil anos, povoando aos poucos outros sítios.

“A nossa análise indicou que os papuas e os aborígenes australianos parecem ser descendentes de uma única onda de migração fora de África e têm com os europeus e os asiáticos um antepassado comum”, disse Vítor Sousa, um dos autores do estudo, ao Público.

Segundo a análise, os papuas (antepassados dos indígenas da Papua-Nova Guiné) e os aborígenes são descendentes de um grupo que se separou do resto da população humana há mais de 50 mil anos e se aventurou pelo mar, chegando ao continente australiano.

De acordo com os investigadores, antes de os humanos modernos se separarem pela Europa e pela Ásia, já os antepassados dos aborígenes australianos tinham colonizado aquele continente, o que significa que foram os primeiros a criar uma civilização.

Até há poucos milhares de anos, o nível médio do mar era mais baixo do que hoje e a Nova Guiné estava ligada à Austrália, por isso, antes dos continentes se separarem, as populações papua e aborígene divergiram entre si durante vários anos.

Para chegar a estas conclusões, a equipa internacional de cientistas, liderada por Eske Willerslev, da Universidade de Copenhaga, sequenciou os genomas de 25 papuas e de 83 aborígenes do grupo que fala Pama-Nyungan – que corresponde a 90% dos que habitam a Austrália.

BZR, ZAP

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