Abdullah Kurdi solicitou asilo ao Canadá, queria fugir da guerra e proteger os seus filhos. O Canadá recusou receber esta família Síria e isso custou-lhe a morte dos seus dois filhos. Não morreram na guerra, morreram a fugir da guerra, afogados nas águas do Mediterrâneo.

Foram imagens que chocaram o mundo mas, quantas mais mortes ainda terão de acontecer para que se tome consciência que estamos perante uma mortandade em massa?

Na Europa o “jogo do empurra” é evidente; a Alemanha declara que recebe mais migrantes que todos os outros países. Na Hungria o muro construído, aos olhos de toda a Europa, impede a passagem destes refugiados e a Eslováquia declara que pode receber, mas só os não muçulmanos.

O que se passa com o humanismo desta Europa? É algo que custa a perceber, enquanto milhares de pessoas vão morrendo todos os dias a tentar, corajosamente fugir, mesmo que isso implique um outro tipo de morte. Não baixam os braços, tentam proteger as suas famílias.

O caso dos filhos de Abdullah Kurdi, é só mais um perante muitos, este homem revelou audácia quando arriscou fugir para salvar a sua família e mostrou uma grande dignidade quando recusou, após a tragédia, a permissão ao asilo então permitida, hipócritamente, pelo Canadá.

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