A total incompetência por parte da europa na gestão da crise, levou a que o povo grego tenha escolhido um governo que promete lutar contra a austeridade.

As primeiras medidas de Tsipras foram precisamente no campo social e político, demonstrando com isto que não foram só promessas eleitorais o que fez antes das eleições. Com o aumento do salário mínimo e tornando a eletricidade gratuita para 300 000 gregos, mostrou que a sua preocupação reside no alívio dos mais desfavorecidos. Mostrou ainda que estará disposto a qualquer ato para poder negociar com a Europa, através de uma reunião com o embaixador russo, o que pode significar uma alteração do posicionamento geoestratégico da Grécia, um país da Nato com uma posição fulcral no Mediterrâneo Oriental, avisa a que poderá haver uma viragem para Moscovo caso não seja ouvido nos seus objetivos.

Contrariando todos aqueles que consideravam que, em nome da estabilidade, Tsipras se iria render às posições da Alemanha após vencer as eleições, ele mostra que está disposto a sacrificar essa estabilidade em nome da sua independência económica e política. Em nome da almejada estabilidade, tão propagandeada pelos políticos, foram tomadas medidas cegas que procuraram a criação de desemprego, aumento da dívida, cortes nos apoios sociais, totalizando uma pobreza crescente e uma economia destruída.

Os gregos puseram fim à “estabilidade” e estão dispostos a mudanças drásticas, depositaram em Tsipras a sua última esperança de correr riscos e parece que ele não os vai desiludir.

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