É mais uma vez graças ao esforço dos contribuintes que o governo vai tentar o ajuste das contas públicas.

No orçamento de estado para 2015 os contribuintes irão continuar sobrecarregados com impostos e em troca continuam com um Estado que pouco lhes oferece em troca. Ficámos então a saber que para 2015 continuarão os cortes nas prestações sociais, mantêm-se os cortes nos salários da administração pública e irá aumentar a carga fiscal com taxas e impostos inconsequentes, desta feita intitulados de “taxa verde”.

Já ninguém espera que se faça a tão anunciada reforma do Estado, já ninguém se lembra dela, o certo é que, mais de quatro anos depois de se anunciar os cortes com as “gorduras do Estado”, a despesa primária continua por controlar. As fundações desnecessárias permanecem, as PPP’s nunca nos custaram tanto dinheiro, e os consumos intermédios não foram reduzidos, antes ampliados: os pareceres pedidos a consultoras e a escritórios de advogados continuam a aumentar e a despesa com gabinetes atinge, no orçamento para 2015, um valor recorde. Por outro lado o Estado tenciona gastar muito menos na Educação (576 milhões) e menos também na Saúde (57 milhões).Em ano de eleições será de esperar ainda que surja mais despesa com adjuntos, assessores, etc.

Feitas as contas pouco ou nada irá mudar para aqueles que estão condenados a viver em privação material, para aqueles que julgavam que os seus sacrifícios iriam terminar após a saída da Troika. Desenganem-se pois, para esses a Troika é um turista em permanência no nosso país.

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