Parece que, figuras ao mais alto nível da hierarquia da administração pública estão envolvidas num esquema de corrupção e lavagem de dinheiro.

Altos funcionários do SEF, do SIS, do MAI, de escritórios de advogados e de empresas de consultadoria, são os possíveis envolvidos em  negociatas de entrada de dinheiro que, supostamente, serviria para melhorar a economia mas, ao que tudo indica apenas serviu para encher os bolsos de altos cargos do Estado.

A ser verdade, não é admissível que ao nível de altos cargos da administração pública se veja envolvida em corrupção e peculato, quem serve a coisa pública tem o dever colocar a instituição que serve acima dos interesses pessoais. Deverão ser merecedores dos cargos que ocupam com uma ética inquestionável, pois caso isso não aconteça caímos no total descrédito do regime. Precisamos mais do que nunca de acreditar em novos princípios e não de sucessivos ambientes de descalabro e desgoverno, como os que nos têm vindo a servir ultimamente.

A entrada de dinheiro no nosso país através da atribuição de vistos gold a cidadãos estrangeiros conseguiu no último ano uma receita extraordinária superior a mil milhões. Seria sempre uma medida eticamente questionável, apesar da receita extraordinária que rendia a compra a peso de ouro destes atestados de residência mas a evidente fragilidade da medida: fuga e fraude ao fisco, branqueamento de capitais, manipulação abusiva do mercado imobiliário, exige uma alteração urgente da mesma.

A demissão do ministro da Administração Interna foi necessária e perfeitamente justificável, pena é que outros não tenham feito o mesmo em devida altura (caso de Nuno Crato e Paula Teixeira da Cruz), mas não é suficiente.

É necessária uma mudança de atitude por parte do governo em relação e uma serie de falhas que se acumulam, mesmo que já nem o cidadão comum tenha capacidade para se indignar perante a sucessão de irregularidades.

 É imperioso assumir que o ciclo chegou ao fim.

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