As eleições no Reino Unido deram uma vitória clara aos conservadores.

Os ingleses optaram pela continuação da austeridade, possivelmente porque a viragem à esquerda do Partido Trabalhista, com o seu líder Ed Miliband, não conseguiu demonstrar medidas coerentes com a realidade inglesa e agora paga o preço dessa condução desastrosa com o colapso eleitoral do seu partido. O discurso dos liberais-democratas com Clegg, com a sua ambivalência na união com os conservadores, também não conseguiu convencer.

O eleitorado inglês preferiu a segurança do que tem sido feito e não quis correr riscos com uma mudança política que significava uma incógnita, numa altura em que se estão a fazer sentir os primeiros sinais da retoma.

Estas eleições demonstram que os partidos de centro esquerda na Europa não estão a conseguir apresentar propostas convincentes como alternativa, e por isso devem ser também um alerta para o PS.

António Costa, promete uma viragem à esquerda, o que deverá ser conduzido de forma muito cautelosa. As medidas apresentadas até agora como por exemplo, retirar dinheiro da Segurança Social para repor salários e pensões, não é uma ideia que entusiasme os portugueses.

O debate em torno das eleições legislativas em Portugal será muito centrado no tema financeiro e económico, tal como em Inglaterra, sendo que a questão que se irá colocar no eleitorado português será possivelmente a mesma; apostar no caminho penoso que está a ser seguido mas que já se conhece, ou arriscar uma alternativa em que as propostas oferecem uma incógnita sobre a sua viabilidade.

Os políticos em Portugal, e principalmente o PS, terão que conseguir tirar ilações do que se passou no Reino Unido e adaptar os seus discursos a algo viável, ou correrão o sério risco de não serem levados a sério.

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