O debate entre Pedro Passos Coelho e António Costa, revelou-se pouco esclarecedor. António Costa revelou mais assertividade, Passos Coelho muito defensivo, houve muitas respostas que ficaram por dar, como é o caso da questão do Plafonamento (horizontal ou vertical?) da Segurança Social, ou o financiamento da Saúde ou Educação.

Passos Coelho, não conseguiu argumentar sobre o crescimento da dívida e fez sempre do Programa de Ajustamento, que tinha de cumprir, a desculpa para a situação agravada do país. Colou o discurso a inúmeras referências a José Sócrates, tentando dessa forma desviar as atenções sobre a sua governação, mostrou um discurso gasto que Costa soube habilmente capitalizar. À questão da emigração jovem e acusação de ilusionismo político, foi vexatório o exemplo dado por Costa sobre o Programa Vem, destinado a abranger 20 pessoas num país que viu sair mais de 200 mil, Pedro Passos Coelho não soube contrapor, ripostando, por falta de argumentos, com o termo “mistificação”.

António Costa saiu-se bem do confronto, apesar da questão da venda dos terrenos ao Estado para pagar a divida da CML (único momento de vantagem de Pedro Passos Coelho), soube contornar o assunto com as suas sucessivas vitórias eleitorais em Lisboa.

Pena é que ficassem por esclarecer temas tão importantes como a Saúde, a Educação, a questão dos impostos ou o financiamento da Segurança Social. O formato do programa também não ajudou, três moderadores que não deixavam fluir o discurso de nenhum dos dois candidatos.

Restam-nos os restantes debates, que em meu entender, têm sido bastante mais esclarecedores, no caso concreto dos confrontos de Catarina Martins, sem sombra de dúvida a grande vencedora contra Paulo Portas e ontem contra Pedro Passos Coelho.

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