foto : Rui Pinto / Twitter

Em declarações ao The Guardian, o advogado de Rui Pinto, William Bourdon, disse acreditar que o pirata informático português poderá ser libertado totalmente em breve.

“Ele está em prisão domiciliária, mas esperamos que nas próximas semanas seja possível mudar a sua posição. Temos esperança que possa ficar livre assim que possível sem quaisquer restrições”, revelou o advogado ao jornal britânico.

“Tivemos uma conversa com o chefe das investigações com a aprovação do procurador porque os ‘ventos mudaram’ em Portugal. Não posso dar outros detalhes que não a confirmação de que estamos a entrar numa relação cordial para encetar uma cooperação. Mas é um jogo complexo, portanto vamos ver. Confio que todos os envolvidos irão querer agir em boa-fé, pragmaticamente e no interesse comum”, acrescentou Bourdon, citado pelo Público.

Pelo que foi possível aferir, Rui Pinto terá um acordo com as autoridades de forma a partilhar informações de dois casos relacionados com lavagem de dinheiro. De acordo com o CM, um deles será o Luanda Leaks, da empresária angolana Isabel dos Santos.

Bourdon argumenta que o Luanda Leaks fez com que as pessoas mudassem a sua perceção em relação a Rui Pinto. “Se o Football Leaks criou um tremor de terra, também criou uma certa hostilidade em relação ao Rui Pinto porque ele estava a tentar destruir o muro económico do futebol. Mas pouco a pouco algumas pessoas foram vendo que a informação do Football Leaks podia ser útil no sentido de ajudar a descobrir um mundo que está infetado pela criminalidade”, explicou o advogado francês.

“Mas o Luanda Leaks foi a um nível completamente diferente. Os mais respeitosos cidadãos portugueses e políticos estão agradecidos ao Rui Pinto por ajudar a acelerar esta investigação. Eles sabem que ela adquiriu propriedades em Portugal e que é uma das pessoas mais ricas do mundo. Houve uma mudança de perceção em relação ao meu cliente. De repente houve uma aproximação”, acrescentou.

Há cerca de duas semanas, Rui Pinto foi colocado em prisão domiciliária. O hacker estava em prisão preventiva desde 22 de março de 2019. A Polícia Judiciária reconheceu as competências informáticas de Rui Pinto e o acesso aos dez discos rígidos que lhe foram apreendidos na altura da sua detenção serviram de moeda de troca para a sua colaboração.

ZAP //

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