Quando foi perpetrado ao assalto a Tancos, no verão passado, tudo o que se passou foi no mínimo insólito. Ninguém sabia ao certo quantas armas existiriam, não há inventário, não há segurança em permanência às ditas armas e há buracos na rede de vedação em torno dos paióis.

Nada desta narrativa parece credível, parecem cenas tiradas de um daqueles maus filmes de ação, mas é ainda menos aceitável o que sucede depois. Alguns oficiais foram demitidos e foram readmitidos, para o Ministro da Defesa possivelmente nem teria havido nenhum roubo e, no meio de todos este enredo, eis que aparecem as ditas armas e mais umas quantas.

Não é possível que todo este acontecimento não cause estranheza aos militares e ao governo, pois no meio de tantos excecionais factos ninguém acredita que basta dizer que tudo está resolvido e o assunto será esquecido.

Alguma seriedade na forma como se lida com certos assuntos em Portugal não seria pedir demais, afinal o que importa realmente não é o desaparecimento e reaparecimento das armas, mas sim como foi possível que tal acontecesse. A atribuição da culpa à Polícia Judiciária Militar, não explica nada, serve apenas como medida de distração para enterrare esquecer o assunto.

Aguardam-se por mais e verosímeis explicações, se possível!

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