A recente polémica causada por Gentil Martins após as suas declarações sobre a homossexualidade, que poderiam ser aceitáveis enquanto cidadão conservador, tornam-se inadmissíveis enquanto médico, devido ao pouco rigor dos seus argumentos. Esta situação torna-se lamentável apenas por isso, pois no resto todos têm direito à sua opinião, concordemos com ela ou não.

Em relação às declarações de um candidato autárquico, que uma pequena parte do país só conhecia como comentador desportivo, sobre a comunidade cigana, leva a que se teçam dois tipos de consideração.

Aqui não se trata de saber se o racismo é ou não um tema mais ou menos fracturante que o da homossexualidade, ou se o referido autor tem ou não direito à sua opinião. É mais que isso como candidato às eleições autárquicas, André ventura só arremessou esse argumento por isso mesmo. Sendo um tema de atrito, pensou ele, esta sua posição iria render mais votos e foi só disso que se tratou.

Temas básicos e fundamentais da cidadania e da civilização não podem ser trazidos para a política por mero populismo, generalizar a todo uma etnia características de alguns dos seus membros estimula ódios, num local onde estes já se fazem sentir de forma tão violenta.

A aposta feita pelo candidato com o objetivo de captar eleitorado, é pouco ética e perigosa, poderá render votos mas estes serão o resultado  de um discurso mediático e rácico, o que nunca irá trazer nada de positivo.

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