quarta por DG
4ª Feira**Por Dominick George**19/12/2012
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vaticano-pedofilia

Tal como eu imaginava a ferida que desde sempre tem molestado a igreja católica não mais sara e, se os fiéis não tomarem conta desta situação, a tendência é para que se degrade. Disso não tenho dúvidas!

O descaramento já tomou conta dos dirigentes da igreja, não só em Portugal como noutros países. Por exemplo na Itália, um padre siciliano acaba de anunciar em plena missa, que esta seria a sua última, já que há muito tempo que mantinha relações amorosas com uma paroquiana que engravidou e, por que vai ser pai, decidiu casar. Bem, ao menos este tomou a decisão certa: não só a criança não será “filho de pai incógnito”, como porá fim às burlas que praticava na paróquia! Sim, em meu entender apenas se pode caracterizar este estado de coisas como BURLAS já que, perante os crentes, se afirmava representante de Deus na Terra e simultaneamente ía praticando os atos de que agora se veio a redimir!

Em Portugal as coisas continuam muito sombrias (no meu ponto de vista, mesmo negras), já que agora nem sequer o clero consegue manter-se silencioso ou falar em uníssono, como era habitual. O bispo da Guarda, Manuel Felício, acusa o bispo cessante, António dos Santos (emérito da Guarda), de não estar bom da cabeça, por revelar publicamente algumas das coisas que o vice-reitor do seminário do Fundão faria com os alunos. Segundo a imprensa, alunos houve que revelaram em declarações judiciais, que faziam vigia para que os colegas se conseguissem livrar dele! A tudo isto o bispo da Guarda diz que se está a levar a coisa ao exagero…! Onde chega a miséria moral que grassa para os lados da igreja católica: é o papa que não quer o burro e a vaca no presépio (atitude agora criticada pelo arcebispo de Barcelona), o qual deveria antes preocupar-se com os padres permanecerem perto de jovens ou mesmo de adultos do mesmo sexo…

Segundo a Revista de Imprensa do DN de hoje (18), o bispo das Forças Armadas, Januário Torgal Ferreira (propositadamente elimino o D por considerar a sua aplicação uma ofensa à Monarquia Portuguesa), durante a eucaristia de Natal garantiu que “não condena o padre Luís Miguel Mendes, em prisão domiciliária por suspeita de abusos sexuais a menores”. O bispo nessa preleção pediu a tolerância dos fiéis, pois considera que, mesmo que os fatos apontados sejam verdadeiros, “nós somos feitos de barro”! Com este critério a qualquer qualquer advogado seria extremamente fácil convencer um juiz a absolver o seu constituinte. Mas, curiosamente, este não é o critério que este elemento do clero tem usado no que concerne o Governo Português. Haja bom senso! “Por que non si calla, tambien usted”?

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