Pesquisa da CNN mostrou que 59% não querem que o Congresso aprove uma resolução que autorize ação militar contra a Síria

A maioria dos americanos acredita que o Congresso não deveria aprovar uma resolução para autorizar o uso da força militar contra o regime sírio, algo que o presidente Barack Obama deseja, segundo uma nova pesquisa divulgada nesta segunda-feira.

 A pesquisa da rede CNN segue a linha das publicadas durante os últimos dias e exemplifica, mais uma vez, a rejeição entre a maioria dos americanos a uma intervenção militar na Síria. Entre os indagados, 59% se mostraram contrários a uma aprovação da resolução que autorize uma ação militar contra a Síria pelo Congresso, enquanto 39% se mostraram a favor.

 Além disso, a pesquisa revela que a maioria (55%) se opõe a uma ação militar na Síria inclusive se o Congresso aprovasse uma resolução a esse respeito. Ainda assim, 80% dos entrevistados consideram “provável” ou “seguro” que o governo do presidente sírio, Bashar al-Assad, tenha usado armas químicas.

 Apesar disso, quase 7 de cada 10 americanos dizem que se envolver na guerra civil da Síria não faz parte “do interesse nacional” dos Estados Unidos. A pesquisa de CNN foi realizada entre 6 e 8 de setembro com 1.022 adultos e tem uma margem de erro de mais ou menos três pontos percentuais.

 Além disso, uma pesquisa da “Gallup” indicou que a maioria dos americanos que se opõe a uma intervenção militar na Síria não considera que o conflito nesse país seja um assunto dos Estados Unidos

 A firma entrevistou entre os dias 3 e e 4 de setembro 1.021 adultos de todo o país. A pesquisa de opinião admite uma margem de erro de menos ou mais 4 pontos percentuais.

 Esta semana é considerada crucial dentro dos esforços que a Casa Branca e o próprio Obama estão realizando para conseguir os apoios suficientes para que o Congresso aprove uma resolução que autorize um ataque militar “limitada” contra a Síria.

 Obama fará hoje uma série de entrevistas com estações de televisões norte americanas para convencer sobre a necessidade de uma intervenção militar limitada na Síria e na terça-feira pela noite, fará um discurso à nação em horário nobre.

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