Empresário detém 27,5 por cento das acções desde o ano passado mas deverá sair do grupo até Março.

 

António Mosquito vai colocar no mercado a sua participação no grupo português Global Media, detentor do Diário de Notícias, Jornal de Notícias, O Jogo, Dinheiro Vivo e rádio TSF, informa o Expresso.

A decisão do empresário angolano fará parte de um plano para concentrar os seus investimentos em áreas de negócio prioritárias. A sua primeira medida foi a saída da Soares da Costa, onde tinha investido USD 77 milhões há dois anos para adquirir 66,7 por cento das acções.

Na Global Media, Mosquito tem uma participação de 27,5 por cento e não tem tanta pressa em sair do grupo como no caso da Soares da Costa, pois o investimento foi bastante inferior, USD 11 milhões. Segundo aquele jornal, o objectivo é desvincular-se da empresa até Março do próximo ano.

Entre as figuras que sabem da decisão de António Mosquito está o angolano Carlos Silva, vice-presidente do conselho de administração do BCP – banco credor da Global Media que transformou esse crédito em participação accionista -, que será responsável por agilizar a procura de interessados em adquirir 27,5 por cento de um dos maiores grupos de média portugueses.

Ao mesmo jornal, o presidente não-executivo da Global Media, Proença Carvalho, nega a informação de que Mosquito esteja interessado em abandonar a empresa, afirmando que não recebeu qualquer indicação nesse sentido.

Com a entrada do empresário angolano na estrutura accionista, o grupo assumiu um plano de redução de custos que incluiu o despedimento de 160 funcionários e outros cortes nas despesas. Em 2013, o défice da Global Media rondava EUR 12 milhões (USD 13,2 milhões), agora deverá ser inferior a EUR 1 milhão (USD 1,1 milhões).

Além de António Mosquito, a estrutura accionista da Global Media é composta por Joaquim Oliveira, o anterior dono da totalidade das acções do grupo (com também 27,5 por cento das acções), o empresário da área musical Luís Montez, filho do homónimo Luís Montez que foi o maior empresário musical em Angola no tempo colonial (15 por cento), e o BCP e o Novo Banco, que eram os dois maiores credores do grupo (30 por cento) e aceitaram transformar esse crédito em acções.

No final do mês passado, o “Correio da Manhã” adiantou que os edifícios emblemáticos dos dois principais jornais do grupo, o do “Diário de Notícias”, que está localizado na zona mais nobre do país, a Avenida da Liberdade, em Lisboa, onde estão as principais marcas de luxo, e o “Jornal de Notícias”, no Porto, estavam em processo de negociação para serem vendidos. O primeiro por EUR 20 milhões (USD 22 milhões), o segundo por EUR 10 milhões (USD 11 milhões).

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