A “Globeleza”, a musa de Carnaval do canal brasileiro Globo, causou surpresa quando surgiu, na edição deste ano do spot que protagoniza, vestida e a dançar ritmos de todo o país.

Desde 1991 que a Globo apresentava anualmente um spot publicitário da “Globeleza“, a musa do Carnaval que sambava nua com o corpo coberto apenas com pinturas e purpurina.

Representada sempre por mulheres negras de corpos esculturais, a cada ano a personagem foi dividindo opiniões e tornando-se cada vez mais controversa. Em causa estava o crescente questionamento sobre a objetificação e comercialização do corpo das mulheres – sobretudo as mulheres negras.

Até que no último domingo o canal apresentou o spot de Carnaval 2017 e surpreendeu os telespectadores ao mostrar a dançarina Érika Moura – que assume o papel de Globeleza desde 2015 – vestida com diferentes trajes e ainda acompanhada por outros dançarinos.

Em vez da habitual pintura corporal que sempre foi utilizada, com efeitos especiais, a Globeleza apareceu com roupas típicas que representam o Carnaval em diferentes regiões do Brasil, com tradições como o maracatu, axé, frevo e bumba-meu-boi, não faltando o habitual samba do Rio de Janeiro. Outra novidade é que Erika não apenas sambou, mas também dançou cada uma das danças para as quais estava vestida.

Enquanto o país vive uma onda conservadora em questões como a educação e os direitos das mulheres, os media e as marcas parecem estar a fazer um esforço para refletir a diversidade da sociedade brasileira, com cada vez mais representatividade – independentemente dos objetivos comerciais que possam estar por detrás dessa tendência.

ZAP // Hypeness / QDNG

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