O arcebispo de Braga defendeu a criação de uma ‘Marca Minho’ e disse à Agência ECCLESIA que a aposta no turismo religioso pode ajudar a economia de uma região atingida pelo desemprego.

“O Minho é uma região caraterística, pela sua paisagem, pela sua cor, é um espaço carregado de uma dimensão patrimonial muito significativa, em termos de igrejas, de santuários, de mosteiros, é de uma riqueza enorme que nem sempre conhecemos”, sublinhou D. Jorge Ortiga.

O também presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana marca presença nas Jornadas Nacionais da Pastoral do Turismo, que decorrem no Santuário do Bom Jesus, Braga.

Para o arcebispo primaz, é preciso “trabalho” para que essa “Marca Minho” se consiga impor, mostrando um “espaço único, diferente” em Portugal. “É pena este tesouro não ser conhecido, pelos portugueses e pelos estrangeiros”, acrescentou.

D. Jorge Ortiga sublinhou o papel do turismo como “fator de desenvolvimento económico” e de “sustentabilidade” da região. “A Arquidiocese de Braga sente que a partir do turismo poderão ser criados muitos empregos”, numa região em que o “desemprego é muito grande”, observou.

“Os guias têm de ser profissionalmente competentes, com formação adequada, e só se compreende verdadeiramente o significado de determinados espaços sagrados quando algo sai de dentro de uma espiritualidade”, assinala o arcebispo primaz. Nesse sentido, o responsável conta com a colaboração da Universidade Católica para a criação de um “laboratório de fé”.

O património religioso no Minho está ligado a locais como São Bento da Porta Aberta, o Santuário do Bom Jesus ou eventos como a Semana Santa em Braga, entre outros, “com uma carga muito grande de fé”.

Para o arcebispo de Braga, o património religioso é sinal de uma “identidade” e as as comunidades precisam de ser “formadas” e aprender a ter o “gosto” de “visitar, contemplar e saborear” essa herança, em Portugal.

“Às vezes vamos procurar fora o que temos dentro”, lamentou.

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