Parlamentares do Reino Unido votaram a favor de bombardeamento contra o “Estado Islâmico”. Entre a população, restam dúvidas sobre a eficácia dos planos, e há quem tema vingância em forma de ataques terroristas.

A votação sobre a expansão dos ataques aéreos britânicos para combater o “Estado Islâmico” (EI) na Síria aconteceu após um longo dia de debates em Londres. Por sua vez, o debate na Câmara dos Comuns se seguiu a uma semana de grande tensão política. O primeiro-ministro, David Cameron, foi criticado ao afirmar, num encontro privado na terça-feira, que aqueles que se opunham à ação eram “simpatizantes dos terroristas”.

Entretanto, a maior parte das atenções se dirigiu para o líder da oposição trabalhista Jeremy Corbyn, que se opõe à intervenção, mas luta para ganhar o apoio de seu partido. Recentemente, 67% dos deputados de seu partido se rebelaram e votaram a favor de propostas do governo.

Muitos dos 157 legisladores que falaram durante o debate perguntaram se os bombardeamentos britânicos na Síria iriam mudar decisivamente o conflito, como também se isso seria um precursor de uma invasão terrestre. “A resolução votada foi vaga”, afirmou Jason Ralph, pesquisador do think tank britânico Centro de Política Externa.

“Os parlamentares precisam de garantias de que o Reino Unido não vai lutar numa guerra de dois fronts. Um plano de paz para a guerra civil é a chave para tal, mas a resolução se refere somente ao ‘ímpeto renovado’ nas negociações de paz em Viena. Cameron não conseguiu convencer muitos da existência de uma tropa terrestre suficientemente forte para fazer a diferença”, disse Ralph à DW.

“A consequência em potencial é que os bombardeamentos não façam diferença para o EI ou que beneficiem o regime Assad. De ambos os modos, haverá pressão por forças terrestres do Reino Unido”, acrescentou o pesquisador.

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