Segundo dados do INEM, existem no país 1006 Desfibriladores Automáticos Externos (DAE) em espaços públicos, seguindo a obrigatoriedade instituída pelo decreto-lei de 2012, que indicava setembro de 2014 como fim do prazo de adaptação a esta nova norma.

Tendo em conta que o maior índice de causa de morte nos países desenvolvidos é a paragem cardio-respiratória e depois de na última década termos assistido a diversas mortes em contexto desportivo, que vieram relançar a questão da necessidade de incluir um DAE em espaços públicos, surge a questão: estará o país já aprestado com um número aceitável de equipamentos?

Desde 2009 que esta tem vindo a ser uma questão trabalhada no sentido de priorizar a presença de DAE em espaço públicos, o primeiro passo deu-se com o decreto-lei 188 de 12 de Agosto, no qual se assumiu a necessidade de instalar, sob vigilância do INEM, este equipamento em ambulâncias de socorro ou transporte, não pertencentes ao Instituto Nacional de Emergência Médica e em locais de acesso público. Desde essa altura empresas e instituições têm vindo a munir os seus espaços com a presença de DAE.

O decreto-lei de 2009 acabou por ser substituído pelo decreto de lei 184/ 2012, mantendo-se a mesma política e enfatizando-se o facto de que a probabilidade de sobrevivência a uma paragem cardio-respiratória, é maior quando o paciente é assistido rapidamente com DAE. Para além disso com este novo decreto, a instalação deste equipamento ganhou carater obrigatório, com período de adaptação até setembro de 2014. Assim é de esperar que o DAE seja já uma realidade em estações de metro, comboio e camionagem, recintos desportivos com lotação superior a 5000 pessoas, aeroportos e estabelecimentos comerciais de grande dimensão, em todo o país.

Atualmente, e segundo notas para a imprensa cedidas pelo INEM, o número de DAE no nosso país ultrapassou os 1000 exemplares, espalhados por 867 espaços e com cerca de 10 230 operacionais. Para além destes números, existem ainda 616 veículos equipados com DAE, sendo 149 viaturas e ambulâncias do INEM e 467 pertencentes a corporações de bombeiros e a núcleos da cruz vermelha.

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