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Francisco Vera González é um nome que pouco diz à larga maioria dos benfiquistas, mas o jogador do Paraguai está a colocar o clube da Luz numa teia de suspeitas em torno de fraude fiscal e de lavagem de dinheiro. O Benfica ainda não comentou o caso.

O avançado paraguaio de 22 anos Francisco Vera foi contratado pelo Benfica ao Rubio Ñú, do Paraguai, em Julho de 2015, por 2,8 milhões de euros, mas não fez qualquer jogo pela equipa principal das águias.

Vera alinhou em 16 jogos da equipa B, marcando um único golo, e marcou presença como suplente não utilizado num único encontro da equipa principal do Benfica.

A transferência, que foi considerada “astronómica” à luz da realidade do Paraguai, conforme realça o jornal Hoy, está agora sob suspeita de fraude fiscal e de lavagem de dinheiro.

Uma reportagem do programa de televisão “La Caja Negra”, da estação de TV Unicanal, avança que o Rubio Ñu, clube do jogador, não declarou nenhum do dinheiro já recebido pela transferência.

Os valores da transferência de Vera foram revelados pela página Football Leaks, em fevereiro deste ano, apontando um negócio de 3,1 milhões de dólares (2,8 milhões de euros).

O contrato assinado por Luís Filipe Vieira e Domingos Soares de Oliveira, enquanto presidente e administrador da SAD da Luz, respectivamente, e pelo presidente do Rubio Ñu, Rubén Ruiz Diaz, e pelo então gerente do clube paraguaio, Carlos Gamarra, ex-defesa central dos encarnados, previa o pagamento do valor em sete prestações, segundo cita o Hoy.

A última prestação deve ser paga até ao próximo mês de dezembro, e o jornal paraguaio salienta que dos 1,46 milhões de euros que o Benfica já terá pago, nem um cêntimo foi declarado ao fisco pelo Rubio Ñu, de acordo com os registos da Autoridade Tributária paraguaia.

O Hoy destaca que há “indícios de evasão e de lavagem” de dinheiro e menciona o facto de o Paraguai estar entre os países investigados pelos EUA por suspeitas de que as transferências do futebol sejam usadas para branquear capitais.

O jornal paraguaio realça que este alegado esquema é suportado pelas “lacunas legais”, por “um sistema de controle frágil” e pela “cumplicidade de algumas autoridades”.

Também o campeonato do México tem sido apontado como um terreno fértil para a lavagem de dinheiro, nomeadamente oriundo do tráfico de droga.

Recentemente, foi notícia a ligação de cartéis de droga às transferências de Diego Reyes, Jackson Martínez e Héctor Quiñónez para o FC Porto.

Vera recebeu 530 mil euros pelo negócio

Vera, que assinou um contrato de cinco épocas com o Benfica, refere na reportagem do “La Caja Negra” que teve direito a 20 por cento dos valores do negócio, ou seja, cerca de 530 mil euros.

A investigação chega a avançar que o jogador se retirou do futebol e que passou a dedicar-se a umnegócio de venda de artigos desportivos numa cidade do Paraguai.

No entanto, já depois disso, foi noticiado o empréstimo de Vera ao Fénix do Uruguai, e osite uruguaio Tenfield.com coloca mesmo Vera no onze que alinhou pelo Fénix frente ao Rentistas em jogo de preparação realizado na passada quarta-feira.

Vera, por seu turno, parece estar tranquilo, e no passado dia 26 de Agosto publicou no seu Instagram uma mensagem onde afirma ser o momento de “dar a volta” e de “começar de novo”.

SV, ZAP

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