O bombista suicida de Ansbach, no sul da Alemanha, apresentou-se como pacifista quando pediu asilo em 2014, dizendo às autoridades alemãs que tinha saído da Síria porque não queria empunhar armas contra outros seres humanos.

O bombista que, no domingo passado, se fez explodir perto de um festival de música em Ansbach, no sul da Alemanha,, chamava-se Mohyammed Daleel, era natural de Alepo, uma das cidades mais afetadas pela guerra na Síria, de acordo com atas a que tiveram acesso alguns meios de comunicação locais.

Segundo relatou às autoridades alemãs aquando do pedido de asilo, um míssil atingiu a sua casa, tendo ficado ferido, pelo que resolveu sair do país para a Turquia.

Depois, como falhou a tentativa de chegar à Europa, voltou à Síria, onde revelou ter pedido asilo, mas acabou por ser detido, várias vezes, tanto pelas forças do regime do Presidente Bachar Al Asad, como por militantes da Al- Qaida.

O sírio, de 27 anos, morto na explosão da bomba que transportava, tinha requerido asilo à Alemanha, onde vivia, mas o pedido foi rejeitado há um ano. De acordo com as autoridades locais, o objetivo era cometer um atentado suicida.

Na segunda-feira, o Estado Islâmico afirmou que o autor do atentado suicida perpetrado no domingo, que causou 15 feridos, era “um dos seus soldados”, indicou a agência Amaq, órgão de propaganda daquele movimento radical.

Antes deste anúncio do EI, o ministro do Interior do governo regional da Baviera afirmou que o autor do atentado, tinha “jurado fidelidade” num vídeo encontrado no telemóvel do bombista suicida.

/Lusa

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