A violência que tem assolado a capital e a região metropolitana de São Paulo nos últimos dias, já fez pelo menos dez vítimas, entre elas um agente da polícia militar, desde a noite de quinta-feira, até à madrugada desta sexta-feira, segundo informações divulgadas pelas autoridades do Estado.

Além disso, um agente da polícia civil foi também baleado. O número de assassinatos chegou a 83 nos últimos 11 dias na capital do Estado de SP e seus arredores.

De acordo com o 3º Distrito Policial de São Bernardo do Campo, por volta das 6h20 de sexta-feira, o agente da PM Marcos Pilatti, conduzia a sua moto na estrada Samuel Aizemberg, no Jardim Nazaré, quando foi interceptado por dois indivíduos em outra moto. Eles atingiram o agente com dois tiros, um no pescoço e outro no rosto, e levaram o veículo, que acabou abandonado cerca de 100 m depois devido ao sistema de alarme.

O agente foi socorrido, mas chegou sem vida ao Hospital Assunção. Marcos, Pilatti tinha mais de 20 anos de serviço e estava a caminho do seu local de trabalho. Ele estava fardado, mas vestia uma capa de chuva e capacete, que impedia a sua identificação como polícia. Ainda não há informações sobre os responsáveis pelo assassinato.

Onda de violência 
Desde o início do ano, 89 polícias foram assassinados no Estado de São Paulo. Segundo dados da Secretaria de Segurança Pública, só na capital de SP houve um crescimento de 102,82% no número de pessoas vítimas de homicídio no mês de setembro, em comparação ao mesmo período do ano passado. Em todo o Estado, a alta foi de 26,71% no mesmo período.

Preocupada com a onda de assassinatos em São Paulo, a presidente Dilma Rousseff contatou o governador Geraldo Alckmin para oferecer apoio do governo federal ao Estado. Os termos da cooperação entre os palácios do Planalto e dos Bandeirantes serão acertados em reunião a ser realizada na semana que vem. Pelo lado do governo federal, quem está destacado para cuidar do assunto é o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo.

Fonte: Terra

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