O Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local (STAL) anunciou hoje o lançamento, na terça-feira, de uma campanha contra a privatização do setor público de recolha e tratamento de resíduos.

Com o mote “O Negócio do lixo é mau para o País”, o STAL vai associar a sua campanha ao Dia Internacional dos Direitos Humanos, que se assinala na terça-feira.

Em comunicado, o sindicato defende que este é um setor “determinante para a qualidade ambiental, coesão social e económica do território, a saúde pública e a qualidade de vida das populações”.

“Entre outras implicações, a transformação do lixo em mercadoria põe em causa o princípio da ‘redução’, já que é a abundância de resíduos e o seu aumento progressivo” que vai passar “a assegurar a obtenção de lucro pelos operadores privados”, lê-se no documento.

O STAL entende que “a recolha, tratamento e valorização de resíduos devem manter-se sob gestão pública, alertando que a entrega deste setor à iniciativa privada terá consequências desastrosas para os trabalhadores, populações e o país”, acrescenta.

Afirmando que a Empresa Geral do Fomento (EGF) – que controla 11 empresas, em parceria com os municípios, e cobre 63% da população – movimenta anualmente cerca de 170 milhões de euros e tem um “valioso património, avaliado em mais de mil milhões de euros”, o sindicato critica as pretensões do Governo de “alienar este património por 200 milhões de euros, ou seja uma pequena parcela do seu valor”.

Para travar este “negócio ruinoso”, o STAL vai lançar uma petição que pede à Assembleia da República que tome medidas para a manutenção da EGF na esfera pública, a defesa dos serviços municipais, bem como dos postos de trabalho e dos salários.

No âmbito da campanha será privilegiado o contacto com as populações e os trabalhadores do setor, irão ser aprovadas moções para enviar às autarquias, endereçar uma carta aos eleitos autárquicos e, ainda, promover uma iniciativa pública de debate sobre a privatização dos resíduos.

Lusa / FOTO:PAULO CORDEIRO/LUSA

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