Foto: ZAP // José Sena Goulão / Lusa //

O Presidente da República recebeu, este domingo, a seleção portuguesa de futsal, acabada de se sagrar campeã europeia, no Palácio de Belém, Lisboa, salientando o rigor no trabalho sem o qual os génios não chegam a lado algum.

 “Humildade significa fazer e ganhar cada jogo com grande consistência e cada jogo é um recomeço como se não tivesse ficado nada para trás e, depois, aquilo de que se fala pouco – rigor no trabalho. Muitas vezes, temos a teoria de que basta um génio ou talento sem trabalho para se chegar a um objetivo. Isso não existe. O mundo está cheio de génios que não chegaram a sítio nenhum por falta de trabalho”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa, na sala das bicas da residência oficial do chefe de Estado.

O Presidente da República destacou que, recentemente, o país “viveu momentos de grande alegria e uniu-se, mas também momentos de profunda tristeza”, unindo-se igualmente, em referência às tragédias dos fogos florestais de 2017 e outras conquistas desportivas, e agradeceu aos jogadores portugueses por contribuírem no início de 2018 para o aumento da autoestima e do orgulho nacionais, definindo-os como “geniais!”.

O Presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues, descreveu a sua experiência de vida em termos de feitos desportivos, sublinhando que Portugal passou de nada ganhar até, “agora, nos momentos decisivos” triunfar, passando também pela fase em que tinha hipóteses, mas falhava sempre.

 “Agora estamos a chegar àquela fase em que nos momentos decisivos ganhamos. É preciso ter uma preparação técnica, tática, mas também cultural, física e para a vitória. Não é qualquer grupo que consegue. Parabéns”, disse, desejando que este “hábito de ganhar qualquer coisa de importante todos os anos se prolongue, já este ano, no Mundial de futebol Rússia2018.

O ministro da Educação confessou ter sido um praticante da modalidade na sua “meninice” num “enorme clube que se chama desporto escolar e também nos torneios associativos e municipais” e elogiou a “sagacidade, argúcia, astúcia e capacidade” da seleção das “quinas”.

“Ontem tive oportunidade de ver o jogo e de como o país vibrava de forma especial convosco. Todos nós fomos entendendo nos últimos anos que o futsal é um desporto de corpo inteiro – com a explosão do hóquei em patins, agressividade defensiva do andebol e taticismo do basquetebol -, e que cada um de vocês foi reinventando, ao longo da última década, o futsal a nível mundial”, disse.

A seleção nacional de futsal vai ser condecorada pelo Presidente da República com a Ordem do Mérito. A informação consta de uma nota publicada no site da Presidência da República na qual se lê que as “insígnias vão ser entregues no próximo mês de março”.

Milhares à espera da seleção

Portugal conquistou pela primeira vez o título de campeão europeu de futsal, em Ljubljana, este sábado, ao vencer a Espanha por 3-2. Os jogadores da seleção das quinas foram recebidos com muito entusiasmo por muitos portugueses, ao início da tarde, no aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa.

O que fizemos pelo futsal é histórico. Estamos a festejar muito, porque nunca sabemos quando voltamos a festejar”, disse Ricardinho, o capitão da seleção de futsal aos jornalistas, com o troféu pousado aos seus pés, numa declaração à chegada a Lisboa.

Ricardinho disse que a equipa trouxe aquilo que todos queriam, “o grande troféu”: “Em 2010 escapou-nos, mas agora estávamos mais preparados e conseguimos”. A “união incrível” e o “espírito de equipa fantástico” ajudaram a seleção de futsal a conquistar o título inédito, disse o ala do Inter Movistar, melhor jogador e melhor marcador do torneio, com o pensamento já no futuro.

“Agora queremos estar lá mais vezes”, frisou Ricardinho, agradecendo aos portugueses que estiveram na Lituânia a apoiar a equipa e que “foram a cara dos 11 milhões”. A propósito a receção entusiástica no aeroporto, Ricardinho lembrou que “desporto não é só futebol” e que “o futsal já demonstrou que tem muita qualidade”.

Também o selecionador, Jorge Braz, destacou o “percurso de desenvolvimento, crescimento e qualificação do futsal”, dizendo que o objetivo é “subir sempre mais”.

“Vamos continuar a crescer, mas acima de tudo vamos continuar a manter-nos no topo. Nem sempre vamos ganhar, mas vamos continuar a andar lá em cima nas decisões, no topo, e a dignificar muito o futsal”, frisou.

Questionado sobre se a conquista do Mundial, em outubro de 2020, é agora o próximo objetivo, o selecionador admitiu que a seleção precisa de “novos sonhos”.

ZAP // Lusa

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