Teve início no dia 18 de Janeiro, a 8ª edição do “CALE-se” Festival Internacional de Teatro. Este certame decorrerá até dia 22 de Março, na Associação recreativa de Canidelo. Durante este festival o público poderá assistir a apresentação de uma peça de teatro amador, aos sábados pelas 22horas.

O festival CALE-se surgiu da necessidade de criar algo diferente, enquanto grupo de teatro amador, quisemos apostar numa estrutura diferente que nos permitisse selecionar melhor os espetáculos de modo a cativar o público. Assim criamos um festival competitivo, que nestes moldes é único no país” afirmou Cândido Xavier, diretor do Cale Estúdio Teatro.

No primeiro dia de espetáculo a casa esteve cheia, o que aguça a expectativa do grupo organizador, que se mantém com expectativas positivas, “Estamos otimistas, sabemos que não teremos sala cheia todos os dias, mas as expectativas são as melhores, esperamos que de ano para ano o público aumente, que é o que aliás tem vindo acontecer.” referenciou Cândido Xavier.

Nesta 8ª edição poderemos assistir à atuação de diferentes grupos de teatro amador que foram selecionados tendo em conta a heterogeneidade do público, de modo a abraçar todos os géneros. Estes grupos serão avaliados por um júri composto por Cândido Xavier, Isabel Marcolino (professora e licenciada em Teatro pela ESAP), Moura Pinheiro (ex-professor da ESMAE), nas categorias de Interpretação, Cenografia, Desenho de Luz, Sonoplastia, Figurinos, Espetáculo e Encenação, existindo ainda o prémio do Público para o Melhor Espetáculo.Mário Tavares - iPressGlobal-1120

O festival arrancou com a participação do grupo da Associação de Juventude de Idanha-a-Nova, com a comédia “À Deriva”, numa interpretação do texto “Em alto mar”, de Slawomir Mrozek. Ao longo desta peça o público assistiu à história de uma mulher e dois homens perdidos no alto mar, devido a uma catástrofe natural, que se debatem com uma série de pensamentos.

No próximo sábado, dia 25 de Janeiro, será a vez da companhia espanhola Taller de Teatro de Pinto apresentar a tragicomédia “A porta estreita”, de Eusébio Calonge. Esta encenação conta a história de uma imigrante que deixa por concretizar os sonhos da sua vida.

Este festival promete continuar a dar cartas no mundo do teatro apesar das dificuldades encontradas a nível da obtenção de apoios para a realização do mesmo. O Cale Estúdio Teatro continuará na frente da organização deste evento com força de vontade e iniciativa, devido ao entusiasmo do público e ao amor pelo teatro evidente no discurso de Cândido Xavier, na abertura deste 8º festival.

Este anoMário Tavares - iPressGlobal-1117 e há semelhança de edições anteriores, este Festival Internacional de Teatro homenageou uma figura ligada ao teatro. Depois de Vítor de Sousa, Rui Mendes Maria do Céu Guerra, Ruy de Carvalho entre outros, chegou a vez de salientar o talento e o contributo para o teatro de Fernanda Lapa. Cândido Xavier salientou “a carreira e currículo invejável” da atriz e encenadora, que está prestes a comemorar 50anos de carreira.

Perante esta homenagem, Fernanda Lapa confessou ao iPressGlobal “sinto-me muito embaraçada, muito envergonhada porque não tenho jeito para estas coisas, nem acho que mereça, mas por outro lado é uma grande ternura e alegria”. Deixou ainda uma palavra de incentivo e de valorização por este tipo de iniciativas, que continuam a valorizar o teatro, num país onde a cultura, a arte têm vindo a sofre um estrangulamento manifesto.

Pela amostra deste primeiro dia o festival promete diversão e qualidade, a um preço acessível para todos.

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REPORTAGEM: MARA PEREIRA - iPressGlobal (mara.pereira@ipressglobal.com)
FOTOS: MÁRIO TAVARES - iPressGlobal (mario.tavares@ipressglobal.com)
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