Em julho de 2013, Carlos Sá concluiu os 217 quilómetros da Badwater em 24:38.16 horas, seguido do australiano Grant Maughan a 15,01 minutos e do mexicano Oswaldo Lopez a 48,47.

O português Carlos Sá vai defender na “muito exigente” ultramaratona Badwater, nos Estados Unidos, a partir de segunda-feira, o título conquistado em 2013, com o objetivo de correr quilómetro a quilómetro a totalidade dos 217 mil metros. “É uma aventura tremenda e a previsão de qualquer resultado neste tipo de prova é sempre muito difícil ou mesmo impossível”, afirmou Carlos Sá, que irá procurar nesta edição rentabilizar a experiência acumulado em 2013, em declarações à agência Lusa.

Disputada na zona do Vale da Morte, na Califórnia, a corrida inicia-se na baía de Badwater (86 metros abaixo do nível do mar), na segunda-feira, e termina no monte Whitney (4.421 metros de altitude), os pontos mais baixo e mais alto do território norte-americano. “A ultramaratona de Badwater é, atualmente, a mais exigente de todas as que existem à face da terra e na minha primeira participação, o ano passado, fiquei muito feliz por ter vencido”, admitiu Carlos Sá, que decidiu repetir a presença há apenas três semanas.

Carlos Sá tinha apontado o foco desta época para outras provas, nomeadamente o Ultra Trail du Mont Blanc (168 quilómetros nos Alpes, entre 29 e 31 de agosto), mas acabou por ceder a vários pedidos para marcar presença na Badwater. “Percebi que todos me queriam na Badwater e era muito estranho o dorsal número um não estar presente à partida, pelo que decidi, há cerca de 15 dias ou três semanas, voltar aos Estados Unidos”, explicou o ultramaratonista, salientando a imprevisibilidade da prova.

Ainda de acordo com Carlos Sá, “se qualquer maratona, por si só, já tem um resultado imprevisível, agora cinco maratonas seguidas, com temperaturas brutais e desníveis muito significativos, ainda muito mais difícil se torna poder fazer previsões”. “Só para dar uma ideia, os primeiros 40 quilómetros são 2.000 metros de desnível positivo que tenho de vencer. Da Covilhã à Torre são cerca de 20 quilómetros com 1.000 metros, portanto é o dobro dessa distância e dessa altitude”, explicou.

Carlos Sá referiu que, “para encarar este desafio extremo”, é preciso estar bem física e psicologicamente. “Depois, há também questões logísticas ao longo da prova que são igualmente importantes e decisivas no desempenho dos atletas”, salientou.

O atleta recordou que a sua concorrência está forte, facto que o levou mesmo a encurtar em 40 minutos o seu tempo na Maratona das Areias, conseguindo o seu melhor tempo. Ilustrativo deste crescimento é o facto de a prova do Mont Blanc apresentar um cartaz com cerca de 30 atletas de todo o mundo, podendo qualquer deles subir ao pódio.

 Agência Lusa
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