Tão tradicional como o festejo de carnaval é a sátira política que sai à rua nos carros alegóricos, um pouco por todo o país. De há uns anos para cá a atenção recaiu sobre a crise e a entrada da troika em Portugal, se até então motivos inspiradores nunca faltaram, agora eles emergem a cada dia e por isso a sátira política volta, com mais ou menos ênfase, aos cortejos carnavalesco deste ano.

Em Loulé o corso cumpre a tradição de mais de um século, juntando aos cabeçudos e gigantones a sátira política e social. Por entre os 15 carros alegóricos trabalhados para o efeito, é visível a referência ao facto de Loulé ser este ano, Capital Europeia do Desporto, não faltando, por isso, o melhor jogador do mundo, Cristiano Ronaldo, para alegrar o desfile e o seu mais direto concorrente Messi.

A política não foi esquecida, e José Sócrates viaja pelas ruas num navio a vapor ornamentado com um cachecol do Benfica. Nuno Crato também não passa despercebido, assim como Paulo Portas, António Costa e José Seguro.

Já em Torres Vedras o tema central é o amor, mas alguns dos protagonista repetem-se. Aqui não falta José Sócrates, Passos Coelho, Paulo Portas e até António Costa, dispostos ao longo de uma torre que nos leva a viajar por um misto de pensamentos. Para este desfile trabalharam 3 dezenas de artistas que construíram os carros e todas estas histórias, em conjunto com a imagem inesquecível das matrafonas, que continuam a justificar o conhecido slogan de “O carnaval mais português de Portugal”.

A Figueira da Foz, não é exceção e pelas ruas também desfila José Sócrates sob o olhar atento do Zé Povinho.

A brincar a brincar manifestam-se opiniões sérias um pouco por todo o país.

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