O Instituto Nacional de Estatística revelou que o número de famílias numerosas está a diminuir a um “ritmo acelerado” em Portugal.

A Confederação Nacional das Associações de Família (CNAF) reclama mais apoios para casais jovens terem filhos, após divulgadas as estatísticas que  revelam que Portugal perdeu quase 60 mil famílias numerosas, numa década.

A propósito do Dia Internacional da Família, que se assinalou na passada quinta-feira, a CNAF refere, em comunicado, que “Portugal tem hoje a mais baixa taxa de natalidade da sua história, a menor nupcialidade dos últimos 100 anos e apresenta, na última década, um repetido crescimento negativo (mais mortes do que nascimentos)”.

“Nos próximos 20 anos, Portugal perderá um quinto da sua população, passando de 10 para 8 milhões de habitantes”, apontou, defendendo “que é preciso rejuvenescer a idade da maternidade (e paternidade)”, dado que “filhos tardios são menos filhos em termos gerais”.

A CNAF defende apoios como mais creches, o aumento do abono de família e o alargamento do subsídio de incentivo à natalidade, atribuído por alguns municípios, para os casais jovens (em idade fértil) terem filhos e não os adiarem por causa das carreiras profissionais ou do desemprego.

Segundo a CNAF, “para a renovação de gerações, cada mulher tem de gerar pelo menos 2,1 filhos”, sendo que a “atual taxa em Portugal se situa em 1,36 crianças”.

Na nota, a Confederação Nacional das Associações de Família assinala que, “há pouco mais de 20 anos, a maioria das mulheres ainda tinha os filhos antes dos 30 anos”, mas hoje “o pico de natalidade situa-se entre os 30 e os 34 anos”.

Agência Lusa
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