Na passada quinta-feira, o Conselho das Escolas (CE) aprovou a proposta de realização de uma interrupção letiva a meio do primeiro período de aulas, à semelhança do que já acontece na maioria dos países europeus. A Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap) mostrou-se contra a proposta, sugerindo ainda a diminuição das férias de verão.

Parece estar lançada a discórdia entre a CE e a Confap relativamente as interrupções letivas e pausas a cada período escolar. Se por um lado o Conselho de Escolas defende a inclusão de mais uma pausa nas aulas, a meio do primeiro período, para avaliação do trabalho e planeamento de outras atividades que possam colmatar as dificuldades encontradas pelos alunos, por outro lado, a Confap está contra “pausas avulso”, tendo defendido a diminuição do tempo de férias entre anos letivos, para um mês.

Jorge Ascensão, presidente da Confap, vai mais longe e afirma à Lusa que “Começo a recear que as escolas tenham mais pausas do que aulas. Toda a gente se queixa de que os programas são extensos e os alunos não têm tempo para aprender e tirar dúvidas. É preciso tempo“.

Para Jorge Assunção é lamentável que o Conselho das Escolas, “não consiga pensar fora da caixa” e continue a planear mudanças em ações pequenas que não se podem revelar em grandes transformações.

Uma outra medida da CE que não obteve a concordância da Confaq, foi a proposta de realização dos exames de 4º e 6º ano apenas no final de ano, uma vez que para a Confederação País “a avaliação deve ser para que os alunos possam melhorar e, sendo assim, esta proposta não resolve o problema”.

Num país em que os alunos do 1ºciclo, por exemplo, são os que mais tempo passam em sala de aula, o que se espera que resulte da diminuição do tempo de férias?

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