O consumo do medicamento conhecido como “comprimido da inteligência”, que favorece a concentração de crianças com perturbação de hiperactividade e défice de atenção, teve um aumento muito significativo entre 2010 e 2016.

 A notícia é divulgada pelo Jornal de Notícias, que revela que a taxa de alunos medicados chega aos 80% nas turmas do ensino privado, mas também está a crescer nas escolas públicas.

De 133.562 embalagens prescritas em 2010 pelos médicos do Serviço Nacional de Saúde passou-se para 270.492 em 2016. Quase 30% dos consumidores do “comprimido da inteligência” são crianças até aos 9 anos.

Segundo dados do SNS divulgados pelo JN, há dois anos cerca de “63% da ritalina foi utilizada por rapazes entre os 10 e os 19 anos e 26% por crianças até aos 9 anos. Apenas 7% dos comprimidos tiveram adultos como consumidores”.

Para o psicólogo Eduardo Sá, estamos diante de um problema de enorme gravidade. O especialista diz que vários pais lhe contaram que os médicos disseram: “Tem aqui um medicamento. Agora a escolha é sua, depende da sua vontade que o seu filho tenha melhores notas ou não”.

“Os pais, as escolas, os professores e os médicos parece que entram numa vertigem em que vale tudo para que os meninos obtenham bons resultados”, concluiu.

ZAP //

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