A Coreia do Norte informou a China que deverá realizar mais um ou dois testes nucleares em 2013, com o objetivo de pressionar os Estados Unidos a iniciarem conversações diretas com Pyongyang.

Os testes, que já estarão em preparação, poderão ainda ser acompanhados lançamento de um novo míssil balístico, referiu uma fonte não identificada à agência Reuters ao citar altos responsáveis de Pequim e Pyongyang.

Na terça-feira, o regime norte-coreano, que está isolado internacionalmente e tem a China como aliado na região, promoveu o seu terceiro teste nuclear, suscitando a condenação global e um firme aviso dos Estados Unidos, que definiu a deflagração como uma ameaça e uma provocação.

“Está tudo preparado. Um quarto e um quinto ensaio nuclear e o lançamento de um míssil podem ocorrer em breve, provavelmente ainda este ano”, referiu a fonte, antes de acrescentar que o quarto teste nuclear será muito mais potente que o terceiro, e equivalente a dez quilotoneladas de TNT.

Os testes deverão ser realizados caso Washington opte por não iniciar conversações com a Coreia do Norte e insistia na sua política, definida por Pyongyang como uma tentativa de promover uma mudança de regime no país asiático.

Ainda de acordo com o responsável citado pela Reuters, a Coreia do Norte mantém a intenção em firmar um sólido acordo de paz com os Estados Unidos, e estabelecer relações diplomáticas com Washington. O regime norte-coreano permanece tecnicamente em guerra com os Estados Unidos, e com a Coreia do Sul, na sequência do fim da guerra da Coreia em 1953, concluída com uma trégua.

Em paralelo, a União Europeia (UE) anunciou que está a equacionar um conjunto de “duras” sanções contra a Coreia do Norte, que incluem medidas financeiras e congelamento bens individuais, anunciaram hoje diplomatas europeus citados pela agência noticiosa AFP.

“Vão ser aprovadas um conjunto de sanções”, e que terão sido decididas segunda-feira na reunião dos chefes da diplomacia da UE, referiu uma fonte diplomática.

Entre as medidas inclui-se a aplicação de sanções individuais aprovadas pelas Nações Unidas e ainda as restrições decididas por Bruxelas sobre acordos comerciais e ainda diversas sanções comerciais, em resposta aos programas balístico e nuclear de Pyongyang, segundo revelou a mesma fonte.

Em 22 de janeiro, o Conselho de Segurança da ONU aprovou o alargamento das sanções contra a Coreia do Norte e adicionou à sua atual lista de sanções a agência espacial estatal, um banco, quatro empresas comerciais e quatro indivíduos.

NOTICIA AGÊNCIA LUSA
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