Segundo o relatório da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico (OCDE), divulgado na passada quinta-feira, Portugal continua entre os países que apresentam maiores níveis de pobreza, sendo as crianças e os jovens os mais afetados por esta condição.

A crise que assolou o nosso país contribui para o aumento das desigualdades e da pobreza no nosso país. O relatório refere que “Nos primeiros anos da crise, a desigualdade de rendimentos antes dos impostos e benefícios aumentou fortemente, mas os impostos e benefícios amorteceram a subida. Nos anos mais recentes, enquanto a desigualdade de rendimentos antes dos impostos e benefícios continua a subir, o efeito de amortecimento abrandou, acelerando a tendência geral de aumento de desigualdade do rendimento disponível”.

A pobreza afeta sobretudo as crianças e jovens, com taxas de 17,8 e 15,8 respetivamente, ao contrario do que acontecia em 2007, onde os idosos eram o grupo etário com maior incidência de pobreza. Desde 2011 os jovens e as crianças tomaram o lugar dos mais velhos, sendo a crise um dos impulsos para esta realidade.

Portugal, e segundo o referido relatório, é o nono país mais desigual entre os 34 da OCDE, bem acima do índice médio destes países, que é de 0,315.
Entre 2011 e 2012 a taxa de pobreza dos agregados portugueses, passou de 12,0 para 12,9 e os níveis de pobreza aumentaram dos 12,4 para os 13,6 por cento, o que nos confere o sexto valor mais elevado entre os países da OCDE.

O relatório conclui igualmente que entre 2007 e 2011, a maioria dos países da OCDE registou um aumento na desigualdade do rendimento disponível, sendo esta evidente em 15 países.

Na maioria dos 34 países, a diferença entre os mais ricos e os mais pobres está ao nível mais elevado das últimas 3 décadas, sendo que os 10% dos mais ricos registam em média 9,6 vezes o rendimento dos 10% por cento dos mais pobres.

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