As condições meteorológicas adversas estão a provocar uma verdadeira crise de vegetais na Europa, com produtos como alfaces, brócolos e curgetes em falta. No Reino Unido, já há supermercados a racionarem as vendas e em Portugal os preços disparam.

 Os países do sul da Europa têm enfrentado condições meteorológicas adversas, com longos períodos de seca, chuvas fortes ou vagas de frio, que estão a provocar uma quebra da oferta de produtos hortícolas.

A situação afecta sobretudo os países importadores do norte da Europa, como o Reino Unido, onde já há supermercados a racionarem o número de alfaces que cada pessoa pode comprar. E outros vegetais, como curgetes, brócolos e repolhos, também escasseiam há vários dias nas prateleiras das lojas britânicas.

The Guardian refere que nos espaços da marca Tesco não se podem comprar “mais de três cabeças de brócolos”, nem mais de três alfaces. Já nos supermercados Morrisons foi imposto “um limite de duas alfaces” por cliente, refere o diário britânico.

Vários britânicos estão a divulgar imagens no Twitter que mostram caixas de legumes vazias nos supermercados e avisos informativos onde se nota que, “devido aos problemas meteorológicos contínuos em Espanha, há uma escassez de alfaces”.

The means Tesco customers are rationed to buying no more than three. So do people know their worth? I’m on @LBC later

“Para proteger a disponibilidade para todos os clientes, estamos a limitar a compra a três por pessoa”, pode ler-se num alerta do supermercado Tesco, conforme aponta a imagem divulgada no Twitter.

Em Portugal, preços disparam

Pelas prateleiras dos supermercados portugueses, a escassez de legumes ainda não se sente, mas nos preços já começa a ser bem notória, conforme aponta o jornal Público, salientando que o preço da curgete “aumentou dos habituais 1,50 euros para 4,60 ou mesmo cinco euros em algumas das maiores cadeias de distribuição”.

O presidente da Federação Nacional das Organizações de Produtores de Frutas e Hortícolas (Fnop), Domingos dos Santos, explica ao diário que “o nosso clima nem sempre permite essas culturas” de produtos “semitropicais, como a curgete, o chuchu, a beringela”.

“Este ano, com as temperaturas de novo baixas, destruiu-se uma parte dessas culturas ao ar livre”, salienta Domingos dos Santos, justificando assim, a escassez de legumes.

O responsável repara, contudo, que “o caso de Inglaterra é muito mais preocupante” porque “quem alimenta o Reino Unido são os espanhóis”.

Espanha com produção 30% abaixo do normal

A Federação Espanhola de Associações de Produtores Exportadores de Frutas e Legumes (FEPEX) já afirmou que está a tentar manter o fornecimento aos mercados europeus, sendo que França, Bélgica e Holanda também estão a sentir a crise dos legumes.

Este ano, e devido às condições meteorológicas adversas sentidas nos últimos três meses, a produção total de vegetais em Espanha está 30% abaixo dos níveis normais, realça a FEPEX.

O frio e a neve que se verificaram em Janeiro passado atrasaram as novas plantações e é pouco provável que se consigam recuperar os níveis de produção até Abril, sustenta a Federação.

Assim, pode contar-se com a escassez de legumes até à Primavera e consequentemente, com o aumento substancial dos preços.

ZAP // Lusa

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