A ministra das Finanças admitiu hoje que a recente crise política “tornou os investidores mais cautelosos” e que poderá ser preciso um esforço acrescido para “tranquilizar os investidores” que o Estado tenta convencer a investir em dívida pública portuguesa.

“É verdade que o período de incerteza recente vivido em Portugal tornou os investidores mais cautelosos. Poderá ser preciso um esforço acrescido para tranquilizar os investidores”, afirmou Maria Luís Albuquerque.

Questionada pelos jornalistas, durante a apresentação do anteprojeto da reforma do IRC que decorreu no Ministério das Finanças em Lisboa, se a crise política ocorrida no início do mês, após a demissão do seu antecessor, Vítor Gaspar, poderia ameaçar o regresso de Portugal aos mercados de dívida, a governante afastou este cenário e diz que o país estava mesmo adiantado face ao calendário previsto, que por sua vez nunca foi dado a conhecer.

“Como estávamos adiantados, esta recuperação que eventualmente venha ser necessária não ameaça, de todo”, o regresso aos mercados no calendário previsto, explicou a governante.

LUSA
FOTO:PEDRO NUNES/LUSA
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